Em pacientes com indicação de um desfibrilador implantável (CDI), um problema comum são choques (desfibrilações) recorrentes após o implante. O uso de medicações, como amiodarona, e a ablação são opções para o tratamento.
No estudo PARTITA, foi avaliado se o tempo da ablação (precoce vs tardio) após os choques fazem diferença em desfechos clínicos. O grupo “intervenção” recebeu ablação após o primeiro choque, ao passo que o grupo “controle” apenas se choques recorrentes. Os resultados foram apresentados no congresso do American College of Cardiology (ACC 2022).
Quando realizar ablação?
Foram recrutados 517 participantes, sendo que 30% apresentaram TV sustentada e 11% receberam desfibrilação/choque, cujo risco foi maior naqueles com FE < 35%, necessidade de um ressincronizador e IAM prévio. A idade média foi 65-70 anos, uma FE média 30-35% e 80% com IAM prévio.
O grupo com ablação precoce apresentou um risco bem menor no desfecho combinado de mortalidade e/ou piora da IC: 4,3% versus 41,7%. A diferença foi significativa mesmo quando a mortalidade foi analisada separadamente (0% vs 3%).
Mensagem prática
Em pacientes com CDI, a ablação deve ser realizada após um choque apropriado, a fim de reduzir os choques recorrentes e a progressão da cardiopatia.
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