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Cardiologia3 abril 2022

ACC 2022: quando realizar ablação após desfibrilações em pacientes com CDI?

No estudo PARTITA, foi avaliado se o tempo da ablação (precoce vs tardio) após os choques fazem diferença em desfechos clínicos.

Em pacientes com indicação de um desfibrilador implantável (CDI), um problema comum são choques (desfibrilações) recorrentes após o implante. O uso de medicações, como amiodarona, e a ablação são opções para o tratamento.

No estudo PARTITA, foi avaliado se o tempo da ablação (precoce vs tardio) após os choques fazem diferença em desfechos clínicos. O grupo “intervenção” recebeu ablação após o primeiro choque, ao passo que o grupo “controle” apenas se choques recorrentes. Os resultados foram apresentados no congresso do American College of Cardiology (ACC 2022).

ablação após desfibrilação em pacientes em uso de CDI

Quando realizar ablação?

Foram recrutados 517 participantes, sendo que 30% apresentaram TV sustentada e 11% receberam desfibrilação/choque, cujo risco foi maior naqueles com FE < 35%, necessidade de um ressincronizador e IAM prévio. A idade média foi 65-70 anos, uma FE média 30-35% e 80% com IAM prévio.

O grupo com ablação precoce apresentou um risco bem menor no desfecho combinado de mortalidade e/ou piora da IC: 4,3% versus 41,7%. A diferença foi significativa mesmo quando a mortalidade foi analisada separadamente (0% vs 3%).

Mensagem prática

Em pacientes com CDI, a ablação deve ser realizada após um choque apropriado, a fim de reduzir os choques recorrentes e a progressão da cardiopatia.

Estamos acompanhando o congresso americano de cardiologia. Fique ligado no Portal PEBMED e em nosso Twitter e Instagram.

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Referências bibliográficas

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