Logotipo Afya
Anúncio
Oncologia27 outubro 2026

Sugemalimabe obtém registro no Brasil para câncer de pulmão metastático

No estudo GEMSTONE-302, avaliado pela Agência Europeia de Medicamentos, o sugemalimabe com quimioterapia prolongou a sobrevida livre de progressão e a global.

A Anvisa aprovou o registro do sugemalimabe no Brasil, através da Resolução 4.190, publicada no Diário Oficial da União em 26 de outubro de 2026. Associado à quimioterapia com platina, o anticorpo é indicado na primeira linha do câncer de pulmão não pequenas células metastático em adultos. A aprovação teve como referência a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que avaliou favoravelmente o esquema pelo ganho de sobrevida global. 

No Brasil, a indicação contempla tumores sem mutação sensibilizante de EGFR ou alterações de ALK, ROS1 ou RET. Além disso, o pedido de registro usou reliance regulatório parcial, e a avaliação europeia se apoiou no estudo GEMSTONE-302. 

Segundo a nota da Anvisa e o relatório europeu de avaliação (EPAR), o sugemalimabe é um anticorpo monoclonal humano IgG4 anti-PD-L1. Assim, o bloqueio dessa via restaura a atividade dos linfócitos T contra o tumor.

Saiba mais: Tislelizumabe: Anvisa amplia uso de imunoterapia para câncer de pulmão

Profissional de saúde avalia raio-x de pulmão

Sobrevida global em quatro anos é de 32,1% contra 17,3%

O GEMSTONE-302, de fase 3 e duplo-cego, incluiu 479 pacientes. Na análise interina de novembro de 2021, base da avaliação da EMA, a sobrevida global mediana foi de 25,4 contra 16,9 meses (HR 0,65).

A atualização post hoc de 2025, com cerca de 43 meses de seguimento, manteve a vantagem (25,2 contra 16,9 meses; HR 0,68). Em quatro anos, 32,1% seguiam vivos com sugemalimabe, quase o dobro dos 17,3% com placebo e a sobrevida livre de progressão mediana foi de 9,0 contra 4,9 meses (HR 0,49), prolongando o controle da doença.

Saiba mais: ASCO 2026: Updates importantes no câncer de pulmão metastático – parte 2

O benefício depende da histologia ou da expressão de PD-L1?

As taxas de sobrevida em quatro anos foram maiores com sugemalimabe tanto no carcinoma escamoso (27,6% contra 11,7%) quanto no não escamoso (35,5% contra 20,2%). Entre os pacientes com PD-L1 abaixo de 1%, a taxa também foi numericamente maior (23,2% contra 16,6%), mas esse resultado de subgrupo deve ser interpretado com cautela.

Saiba mais: ASCO 2026: Novos dados para o carcinoma de células escamosas de pulmão

Acompanhamento não identificou novos sinais de segurança

Eventos adversos relacionados ao tratamento de grau 3 ou 4 ocorreram em 56% dos pacientes com sugemalimabe e 57% no grupo controle. Já os eventos adversos sérios relacionados ao tratamento ocorreram em 26% e 20%, respectivamente. O acompanhamento não identificou novos sinais de segurança nem novas mortes relacionadas ao tratamento desde a análise interina.

Vale destacar que o estudo recrutou apenas pacientes chineses, mas a EMA considerou os resultados do sugemalimabe com quimioterapia com platina extensíveis a outras populações. A agência europeia citou também farmacocinética semelhante entre asiáticos e não asiáticos e dados da classe.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Oncologia