A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a ampliação da indicação terapêutica do tislelizumabe, imunoterápico já utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de junho e amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), o subtipo mais frequente da doença.
Com o novo registro, o medicamento passa a poder ser utilizado em combinação com quimioterapia para o tratamento de primeira linha de dois grupos específicos de pacientes adultos com doença localmente avançada ou metastática.
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Novas indicações aprovadas
Uma das ampliações contempla pacientes com CPCNP escamoso. Nesses casos, o medicamento poderá ser administrado em associação à carboplatina e ao paclitaxel ou nab-paclitaxel para pacientes que não sejam candidatos à cirurgia ou à quimiorradioterapia baseada em platina, além daqueles com doença metastática.
A segunda indicação aprovada envolve pacientes com CPCNP não escamoso cujos tumores apresentem expressão de PD-L1 em pelo menos 50% das células tumorais e que não possuam mutações nos genes EGFR ou ALK. Nessa população, o tratamento poderá ser realizado em combinação com pemetrexede e quimioterapia à base de platina.
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Importância do avanço terapêutico
O câncer de pulmão de células não pequenas responde por cerca de 85% dos casos de câncer pulmonar e continua associado a elevadas taxas de mortalidade em todo o mundo. Mesmo quando diagnosticada em estágios potencialmente operáveis, a doença apresenta risco significativo de recorrência.
Nos últimos anos, a incorporação de imunoterapias tem ampliado as possibilidades de tratamento, especialmente em pacientes com doença avançada, ao estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais.
Papel dos biomarcadores
A nova indicação reforça também a importância da caracterização molecular dos tumores. A avaliação da expressão de PD-L1 e da presença de mutações específicas tem papel fundamental na definição da estratégia terapêutica mais adequada, permitindo uma abordagem cada vez mais personalizada para o tratamento do câncer de pulmão.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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