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Saúde26 maio 2026

Tislelizumabe: Anvisa amplia uso de imunoterapia para câncer de pulmão 

Tislelizumabe passa a integrar tratamento de pacientes com maior risco de recorrência de câncer do pulmão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a ampliação da indicação terapêutica de um medicamento imunoterápico utilizado no tratamento do câncer. A nova autorização contempla pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) ressecável, ou seja, tumores que ainda podem ser removidos completamente por cirurgia. 

Com a decisão, o medicamento poderá ser utilizado em combinação com quimioterapia à base de platina antes da cirurgia e, posteriormente, como terapia complementar para reduzir o risco de retorno da doença. 

O produto aprovado pela Anvisa é o tislelizumabe, comercializado no Brasil como Tevimbra®, que já possuía registro para outras indicações oncológicas. 

Saiba mais: Tratamento do câncer de pulmão não pequenas células com mutações HER2 

Anvisa amplia uso de imunoterapia com Tislelizumabe para câncer de pulmão 

Tipo de câncer é o mais frequente entre tumores pulmonares 

O câncer de pulmão de células não pequenas representa a maior parte dos casos da doença e está associado a elevadas taxas de mortalidade em todo o mundo. Mesmo quando identificado em estágios passíveis de cirurgia, muitos pacientes apresentam recorrência tumoral após o tratamento inicial. 

Por isso, estratégias terapêuticas complementares vêm ganhando espaço na oncologia, especialmente com o avanço das imunoterapias, que atuam estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. 

A nova indicação aprovada busca justamente ampliar o controle da doença em pacientes considerados de alto risco. 

Leia ainda: Principais atualizações NCCN de abril de 2026 e o papel da testagem molecular 

Tratamento combina imunoterapia e quimioterapia 

Segundo a Anvisa, o protocolo aprovado prevê o uso combinado do medicamento com quimioterapia antes da cirurgia, seguido de manutenção terapêutica após o procedimento. 

A estratégia tem como objetivo reduzir a progressão tumoral e aumentar as chances de controle prolongado da doença. 

Nos últimos anos, a incorporação de imunoterapias tem transformado o tratamento do câncer de pulmão, especialmente em casos avançados ou com maior risco de recorrência, ampliando as opções terapêuticas disponíveis para pacientes e equipes médicas. 

Leia também: Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão de pequenas células 

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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