A Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros lançaram em 8 de outubro de 2026 um roteiro global contra a hipertensão na gestação. O plano, apresentado no congresso da Society for Maternal-Fetal Medicine, vai até 2035 e coordena pesquisa, diretrizes, acesso a insumos e mobilização política. Os distúrbios hipertensivos, incluindo a pré-eclâmpsia, estão entre as principais causas de mortalidade materna e neonatal.
O documento partiu de revisões de evidências e estudos de caso da OMS. Em maio de 2026, mais de 140 parceiros reunidos em Kigali, Ruanda, pactuaram lacunas e prioridades.

Roteiro prioriza pesquisa e novos tratamentos para pré-eclâmpsia
O roteiro lista 20 perguntas prioritárias para guiar financiadores a partir do terceiro trimestre de 2027. Destacam-se biomarcadores angiogênicos, pacotes integrados de cuidado e detecção precoce comunitária. Por outro lado, a OMS destaca a falta de medicamentos originalmente desenvolvidos e aprovados especificamente para pré-eclâmpsia e eclâmpsia.
Nesse sentido, José Kffuri, cardiologista da Afya, alerta, porém, que: “Isso não significa ausência de intervenções eficazes: o ácido acetilsalicílico em baixa dose é recomendado para prevenção em gestantes com indicação; anti-hipertensivos controlam a pressão arterial e o sulfato de magnésio é utilizado para prevenir e tratar convulsões eclâmpticas”.
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Quando as diretrizes clínicas consolidadas devem ser publicadas?
A OMS formará um grupo diretor com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) e outras entidades. O grupo avaliará a viabilidade de unificar diretrizes clínicas hoje divergentes, que geram incerteza na assistência.
O escopo deve ser definido até o quarto trimestre de 2026, com publicação prevista para o fim de 2027. Até lá, evidências de alto impacto entrarão pela abordagem de diretriz viva.
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Distúrbios hipertensivos respondem por 16% da mortalidade materna
A hipertensão na gestação complica de 10% a 15% das gestações e causa cerca de 16% das mortes maternas. São cerca de 42.000 óbitos maternos anuais, além de mais de 500.000 natimortos e mortes neonatais.
Em muitos países, faltam aferição de PA, pesquisa de proteinúria, aspirina, anti-hipertensivos e sulfato de magnésio. Falhas de referência e escassez de profissionais treinados atrasam o atendimento.
Após o parto, persiste risco aumentado de hipertensão crônica, doença cardiovascular, AVC e doença renal. Os filhos expostos podem ter riscos ligados à prematuridade e a doenças cardiometabólicas.
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As análises de base do roteiro devem sair em edição temática de periódico no primeiro trimestre de 2027. Até o fim de 2028, mecanismos de prestação de contas deverão monitorar a resposta à hipertensão na gestação e à pré-eclâmpsia.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas
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