A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) informou, em seu relatório de 2026, que a sobrevida do câncer em cinco anos nos Estados Unidos passou de 49%, entre pacientes diagnosticados em meados da década de 1970, para 71% entre os diagnosticados de 2016 a 2022. O avanço acompanha mudanças na prevenção, na detecção precoce e no tratamento oncológico.
No mesmo período de acompanhamento recente, os resultados variaram conforme o tumor e o estágio da doença. O documento também registrou redução de 35% na taxa geral de mortalidade por câncer entre 1991 e 2024, equivalente a mais de 4,8 milhões de mortes evitadas no país.

Sobrevida em cinco anos varia conforme o tipo de câncer
Nos Estados Unidos, a sobrevida relativa em cinco anos alcançou aproximadamente 98% no câncer de próstata e 92% no de mama, mas ficou em 14% no câncer de pâncreas e 7% no glioblastoma. Em doença metastática, os percentuais foram de cerca de 40% para próstata e 34% para mama, reforçando a importância do estágio ao diagnóstico.
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Como o Brasil acompanha os resultados oncológicos?
No Brasil, ainda não há uma série nacional de sobrevida diretamente comparável à apresentada pela AACR. Um artigo publicado em 2025 na Revista Brasileira de Cancerologia discutiu a cobertura limitada dos registros populacionais e as dificuldades de acompanhar os pacientes ao longo do tempo. Essa lacuna impede a apresentação de um percentual único e atualizado para todo o país.
Para dimensionar o cenário nacional, o INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os números expressam incidência, não a proporção de pessoas que sobrevivem após o diagnóstico.
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Desigualdades no diagnóstico e tratamento no Brasil
Segundo o INCA, desigualdades regionais ainda persistem no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno. O instituto estima 78.610 novos casos anuais de câncer de mama e 77.920 de próstata em 2026. Esses tumores também figuram entre os de maior sobrevida nos Estados Unidos, mas os resultados americanos não permitem estimar o prognóstico dos pacientes brasileiros.
A produção de indicadores de sobrevida a partir de registros populacionais e o acompanhamento dos pacientes são fundamentais para avaliar os resultados da assistência oncológica brasileira. Enquanto essa informação não estiver disponível em escala nacional, incidência, mortalidade e sobrevida devem ser apresentados como medidas distintas.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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