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Oncologia27 outubro 2026

Risvutatug rezetecan (Ris-Rez) adia progressão do osteossarcoma recidivado

Estudo de fase 3 do ESMO 2026 mostra benefício em sobrevida livre de progressão frente à quimioterapia, mas aponta toxicidade hematológica relevante.

O estudo de fase 3 ARTEMIS-011, conduzido pela farmacêutica chinesa Hansoh, demonstrou que o risvutatug rezetecan (Ris-Rez) prolongou a sobrevida livre de progressão em comparação à quimioterapia em pacientes com osteossarcoma recidivado ou refratário. Os dados foram apresentados em 26 de outubro durante o Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2026). 

A pesquisa envolveu pacientes chineses previamente tratados com pelo menos duas linhas de terapia sistêmica, cenário em que as opções terapêuticas são limitadas e não há um padrão de tratamento estabelecido.

O ensaio clínico multicêntrico, aberto e randomizado incluiu 122 pacientes a partir de 12 anos, na proporção 2:1 entre Ris-Rez (n=80) e gencitabina associada a docetaxel (n=42). Do total, 25,4% eram adolescentes, faixa em que o osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais comum. Vale ainda o registro de que ambos os tratamentos foram administrados em ciclos de três semanas.

O Ris-Rez é um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) direcionado à proteína B7-H3, usado na dose de 12 mg/kg a cada três semanas. Segundo a GSK, a dose supera a usada no câncer de pulmão de pequenas células pela possível dificuldade de penetração óssea.

Ilustração demonstração caso de osteosarcoma na região do joelho

Ris-Rez prolonga sobrevida livre de progressão em comparação à quimioterapia

Na avaliação central independente e cega, a mediana de sobrevida livre de progressão (SLP) foi de 5,5 meses com Ris-Rez, versus 1,4 mês no grupo tratado com quimioterapia que associa gencitabina e docetaxel. O HR de 0,33 (p<0,0001) equivale a 67% menos risco de progressão ou morte. Os investigadores obtiveram resultado consistente, com medianas de 5,6 e 1,0 mês.

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Taxa de resposta objetiva é maior com Ris-Rez

A taxa de resposta objetiva foi de 15% com Ris-Rez, versus 2% com gencitabina e docetaxel, com duração mediana de resposta de 7,6 meses no grupo experimental. Já a taxa de controle da doença também foi superior com o ADC (76% versus 33%). 

Os dados de sobrevida global ainda são imaturos, embora apontem uma tendência numérica favorável ao Ris-Rez (HR 0,51), sem benefício definitivo demonstrado nesse desfecho.

Saiba mais: SBP aborda o tema “Tumores ósseos malignos na criança e no adolescente”

Qual é o perfil de segurança do risvutatug rezetecan?

Segundo o resumo apresentado na ESMO 2026, eventos adversos emergentes do tratamento de grau ≥3 ocorreram em 92,5% dos pacientes tratados com Ris-Rez, versus 83,3% no grupo quimioterapia. Eventos adversos graves relacionados ao tratamento foram mais frequentes com o ADC (63,8% versus 28,6%), com predomínio de toxicidade hematológica. Enquanto isso, a descontinuação definitiva do tratamento por toxicidade ocorreu em 3,8% e 2,4% dos pacientes, respectivamente, sem registro de mortes atribuídas ao tratamento.

Segundo a Hansoh, a agência chinesa NMPA aceitou em 24 de setembro de 2026 o pedido de registro do Ris-Rez para osteossarcoma, com revisão prioritária. A GSK, licenciada pela Hansoh, informa que conduz o estudo global de fase Ib/II EMBOLD Sarcoma-202, o qual tem a sobrevida livre de progressão entre os desfechos primários. Nesse sentido, os resultados deverão ajudar a esclarecer o papel do conjugado no tratamento do osteossarcoma além da população chinesa.

Saiba mais: Sarcomas de partes moles: lições práticas do diagnóstico ao tratamento

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

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