A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) divulgou, como parte da campanha do Novembro Azul de 2026, dados do Ministério da Saúde sobre a mortalidade por câncer de próstata no Brasil. Em 2025, foram cerca de 18,5 mil óbitos, o equivalente a 50 por dia.
Segundo a entidade, o número de mortes por câncer de próstata cresceu 20% nos últimos dez anos. Trata-se do número absoluto de óbitos, que não considera o crescimento e o envelhecimento da população e, por isso, não equivale a aumento da taxa de mortalidade

INCA estima 77,9 mil novos casos anuais de câncer de próstata
Para 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos anuais, com risco estimado de 74,62 por 100 mil homens. Excluindo o câncer de pele não melanoma, a neoplasia prostática é a mais incidente na população masculina brasileira.
O risco estimado varia entre as regiões: 94,90 por 100 mil no Sudeste e 29,94 por 100 mil no Norte. Esses números se referem à incidência projetada, não à mortalidade registrada em 2025.
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Como reconhecer sinais e fatores de risco na avaliação clínica?
A doença pode ser assintomática inicialmente. Segundo a SBU, hematúria, sangue no sêmen, alteração do jato urinário, aumento da frequência miccional, disfunção erétil e dor óssea podem ocorrer em fases avançadas. Os sintomas exigem investigação clínica, sem indicar isoladamente câncer.
Entre os fatores de risco estão idade avançada, especialmente após os 60 anos, hereditariedade, maior ocorrência em homens negros e excesso de gordura corporal. A avaliação deve considerar antecedentes e contexto clínico.
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Novembro Azul traz debate sobre rastreamento individualizado
Na campanha, a SBU orienta discutir exames a partir dos 50 anos, ou dos 45 para homens negros, com histórico familiar ou obesidade. Essa é uma recomendação da entidade. O Ministério da Saúde, em linha com a OMS, não recomenda rastreamento de rotina em homens assintomáticos e orienta discutir riscos e benefícios do PSA com o profissional de saúde.
A abordagem descrita pela SBU inclui antígeno prostático específico (PSA) e toque retal, com biópsia para confirmação diante de suspeita. Para o médico, é importante distinguir investigação de sintomas de exames em pessoas assintomáticas. Diante de suspeita de câncer de próstata localizado, a diretriz NICE NG131 (2019) recomenda a ressonância magnética multiparamétrica como investigação de primeira linha, antes da biópsia, para orientar a decisão de biopsiar e o alvo da punção.
Entre as atualizações citadas pela SBU para 2026 estão aa incorporação da prostatectomia radical robótica ao SUS, anunciada em 2025, e sua inclusão na cobertura obrigatória dos planos de saúde pela ANS, em 2026. A escolha do tratamento depende da avaliação especializada.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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