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Neurologia21 outubro 2026

Estudo associa ondas lentas na vigília à positividade amiloide em idosos

Estudo com EEG de repouso em 274 pessoas com declínio cognitivo subjetivo associa ondas lentas na vigília a neurodegeneração e pior memória.

Pesquisadores do Paris Brain Institute, na França, relacionaram ondas lentas na vigília a amiloide e neurodegeneração e à futura positividade amiloide em idosos. Um estudo de 2026 publicado  na Alzheimer’s & Dementia, combinou EEG de repouso e PET em 274 participantes, 247 deles reavaliados após 2 anos. O estudo investigou associações com biomarcadores e a previsão de positividade amiloide em dois anos, sem demonstrar previsão de demência.

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Os participantes integram a coorte INSIGHT-preAD, acompanhada no Hospital Pitié-Salpêtrière, e tinham entre 70 e 85 anos, com queixa de memória e cognição global normal. Segundo os autores, essas ondas lembram as do sono NREM e nunca haviam sido estudadas nessa população.

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Predição de positividade amiloide alcança especificidade de 85%

Dos participantes amiloide-negativos no início, 16 se tornaram positivos em 2 anos. Esses conversores já tinham maior amplitude das ondas na linha de base, embora ainda estivessem abaixo do limiar de positividade no PET.

Isolada, a amplitude theta alcançou especificidade de 85% e sensibilidade de 62%. Em relação ao PET com florbetapir, gerou menos falsos positivos, mas deixou de detectar mais conversores. Combinados, os dois métodos chegaram à acurácia balanceada de 0,82 e equilibraram melhor sensibilidade e especificidade, inclusive com o sexo como covariável.

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Densidade das ondas difere conforme o status de amiloide e neurodegeneração

No segundo ano, os grupos positivos para amiloide, neurodegeneração ou ambos tiveram menor densidade de ondas delta que o grupo negativo. O grupo positivo para os dois biomarcadores também apresentou maior amplitude das ondas, nas bandas delta e theta. Segundo os autores, esse perfil lembra as alterações observadas após uma tarefa cognitiva e pode indicar um estado semelhante à fadiga. 

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Como a amplitude das ondas se relaciona ao desempenho de memória?

Na linha de base, maior amplitude das ondas lentas na vigília em regiões frontais e centrais se associou a pior desempenho de memória. Por outro lado, atenção e funções executivas não se associaram à amplitude, e a densidade das ondas não se relacionou à cognição.

Os autores destacam que as ondas lentas na vigília podem ser medidas em sessão curta de EEG em repouso, isto é, técnica barata e não invasiva. Eles reconhecem o número reduzido de conversores e propõem replicar os achados sobre positividade amiloide em coortes maiores além de sugerirem mapear essas ondas em pacientes com CCL e demência.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

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