Pesquisadores do Paris Brain Institute, na França, relacionaram ondas lentas na vigília a amiloide e neurodegeneração e à futura positividade amiloide em idosos. Um estudo de 2026 publicado na Alzheimer’s & Dementia, combinou EEG de repouso e PET em 274 participantes, 247 deles reavaliados após 2 anos. O estudo investigou associações com biomarcadores e a previsão de positividade amiloide em dois anos, sem demonstrar previsão de demência.
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Os participantes integram a coorte INSIGHT-preAD, acompanhada no Hospital Pitié-Salpêtrière, e tinham entre 70 e 85 anos, com queixa de memória e cognição global normal. Segundo os autores, essas ondas lembram as do sono NREM e nunca haviam sido estudadas nessa população.
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Predição de positividade amiloide alcança especificidade de 85%
Dos participantes amiloide-negativos no início, 16 se tornaram positivos em 2 anos. Esses conversores já tinham maior amplitude das ondas na linha de base, embora ainda estivessem abaixo do limiar de positividade no PET.
Isolada, a amplitude theta alcançou especificidade de 85% e sensibilidade de 62%. Em relação ao PET com florbetapir, gerou menos falsos positivos, mas deixou de detectar mais conversores. Combinados, os dois métodos chegaram à acurácia balanceada de 0,82 e equilibraram melhor sensibilidade e especificidade, inclusive com o sexo como covariável.
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Densidade das ondas difere conforme o status de amiloide e neurodegeneração
No segundo ano, os grupos positivos para amiloide, neurodegeneração ou ambos tiveram menor densidade de ondas delta que o grupo negativo. O grupo positivo para os dois biomarcadores também apresentou maior amplitude das ondas, nas bandas delta e theta. Segundo os autores, esse perfil lembra as alterações observadas após uma tarefa cognitiva e pode indicar um estado semelhante à fadiga.
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Como a amplitude das ondas se relaciona ao desempenho de memória?
Na linha de base, maior amplitude das ondas lentas na vigília em regiões frontais e centrais se associou a pior desempenho de memória. Por outro lado, atenção e funções executivas não se associaram à amplitude, e a densidade das ondas não se relacionou à cognição.
Os autores destacam que as ondas lentas na vigília podem ser medidas em sessão curta de EEG em repouso, isto é, técnica barata e não invasiva. Eles reconhecem o número reduzido de conversores e propõem replicar os achados sobre positividade amiloide em coortes maiores além de sugerirem mapear essas ondas em pacientes com CCL e demência.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas
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