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Infectologia25 setembro 2026

Estudo da Fiocruz destaca maior adesão a PrEP injetável

PrEP injetável com cabotegravir teve alta adesão às aplicações e menor incidência de HIV em estudo brasileiro realizado no SUS.
Por Gabriela Costa

Estudo brasileiro realizado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) identificou maior cobertura preventiva contra o HIV com o uso do cabotegravir injetável como PrEP. Entre os participantes que utilizaram a modalidade injetável, 90,8% dos dias de acompanhamento estiveram cobertos pela prevenção, ante 35,5% entre aqueles que utilizaram a PrEP oral no SUS. 

A pesquisa, publicada na última quinta-feira (24) no The Lancet HIV, avaliou a estratégia em condições reais de atendimento. Participaram 1.201 pessoas de 18 a 30 anos, entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas não binárias e homens e mulheres trans.

PrEP injetável

Cabotegravir mantém aplicações dentro do prazo

A adesão ao calendário de aplicações também foi alta. No estudo, 92% das injeções ocorreram dentro do prazo previsto. Após as doses iniciais, o cabotegravir é aplicado a cada dois meses, enquanto a modalidade oral exige uso regular de comprimidos.

Saiba mais: PrEP injetável no AIDS 2026: cabotegravir e lenacapavir

Qual foi a incidência de HIV entre os participantes

Entre os participantes que escolheram a PrEP injetável, foram registradas três novas infecções pelo HIV, com incidência de 0,20 caso por 100 pessoas ao ano. Na coorte de comparação com PrEP oral no SUS, ocorreram 18 infecções, com incidência de 1,48 casos por 100 pessoas ao ano.

Os pesquisadores avaliaram tanto os resultados da prevenção quanto o funcionamento da estratégia na rotina dos serviços públicos. O trabalho acrescenta dados de implementação em condições reais de atendimento aos resultados obtidos anteriormente em ensaios clínicos.

Leia mais: PrEP no Brasil: dados da AIDS 2026 mostram padrões de adesão

Conitec analisa possível incorporação da profilaxia

O cabotegravir foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023 e permite que a prevenção da doença seja feita com aplicações a cada dois meses, substituindo os comprimidos diários.

A tecnologia ainda passa pelas etapas necessárias para uma possível incorporação ao SUS. A proposta foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, que considera evidências científicas, custos e impacto para o sistema antes de recomendar uma decisão ao Ministério da Saúde.

Após uma consulta pública encerrada no fim de agosto, a expectativa é que o tema possa entrar na pauta da Conitec em outubro. Enquanto a análise segue, a PrEP oral permanece disponível gratuitamente no SUS.

Leia também: Brasil amplia prevenção ao HIV com PrEP injetável e reforça meta de eliminação

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

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Gabriela Costa

Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.

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