O Ministério da Saúde contabiliza 665 casos de Mpox no Brasil em 2026, segundo os dados da tabela por unidade federativa de seu painel epidemiológico. Outubro somou 119 casos, maior número mensal do ano, com dados até o dia 31. São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores números de casos da doença, cujo perfil epidemiológico apresenta predomínio masculino.
O painel, atualizado em 3 de novembro, soma 239 casos suspeitos e um óbito. Em 2022, ano do surto global descrito pela OMS, foram 10.821 casos, e em 2025, 1.119.

Mpox no Rio de Janeiro soma 269 casos confirmados em 2026
O painel da Secretaria de Estado de Saúde do Rio, com dados até 3 de novembro, registra 269 confirmados até a semana epidemiológica 43, sendo que no mesmo intervalo de 2025, foram 108, o que representa um aumento maior que 149%. Em 2026, há ainda 123 casos em investigação.
Nas semanas 40 a 42, o estado confirmou 87 casos, ante 2 casos no mesmo período de 2025. Na capital, o observatório municipal EpiRio aponta 196 confirmados até 4 de novembro. No recorte, foram 47 em setembro e 56 em outubro, contra 4 e 6 nos mesmos meses do ano anterior.
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Qual é o perfil epidemiológico da Mpox em 2026?
No painel nacional, 95% dos casos de Mpox são do sexo masculino, e predomina a faixa de 30 a 39 anos. A coinfecção por HIV aparece em 32,09% dos registros analisados, sendo o risco de complicações especialmente elevado em pessoas com HIV avançado ou imunossupressão significativa.
Internações por necessidade clínica somam 4,78%, e a pasta descreve evolução leve a moderada na maioria. No painel estadual do Rio de Janeiro, 235 casos confirmados não registraram uso de antiviral. O Ministério da Saúde informa que não há medicamento específico aprovado para Mpox no Brasil.
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Transmissão da Mpox ocorre sobretudo por contato direto
Segundo o Ministério da Saúde, a Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele ou mucosas de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. Também ocorre por secreções corporais, objetos contaminados e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado.
A incubação dura de 3 a 16 dias e pode chegar a 21, prazo de monitoramento de contatos segundo a OMS. O tratamento é predominantemente de suporte, com analgesia, hidratação e cuidados locais com as lesões. Além disso, a maioria dos pacientes apresenta recuperação completa em duas a quatro semanas, embora pessoas imunossuprimidas tenham maior risco de complicações.
Samira Abdel, clínica geral da Afya, explica que “a Mpox pode apresentar sintomas iniciais inespecíficos, como febre, cefaleia, mialgia, fadiga e linfadenopatia, mas que as lesões cutâneas são a principal manifestação que deve levantar a suspeita da doença. Elas podem surgir em diferentes regiões do corpo, especialmente nas regiões genital e perianal, inicialmente como pápulas para vesículas, pústulas e crostas que podem ser dolorosas e aparecer mesmo na ausência de febre ou outros sintomas sistêmicos. Assim, é importante orientar o paciente que procure avaliação médica diante de lesões suspeitas e evite o contato íntimo até o esclarecimento do diagnóstico.”
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou em 31 de outubro de 2026 reforço de vacinas para os casos de Mpox no Rio de Janeiro, mirando também as concentrações de fim de ano. Por outro lado, a vacinação segue direcionada aos grupos recomendados, e a notificação é obrigatória em até 24 horas.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Pós-graduada pela PUC Minas.
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