A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, na última terça-feira (17), um novo caso de Mpox no município. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o paciente é morador da capital gaúcha, porém contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul.
A Mpox é uma doença causada por um vírus do mesmo grupo da varíola e a transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais como a saliva, além de gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada.
De acordo com dados divulgados pela imprensa, o Brasil já registra mais de 45 casos da doença neste ano, sendo a maioria com quadros leves e moderados. Em 2025, Porto Alegre contabilizou 11 ocorrências.
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Medidas de proteção
Após a identificação do caso, a administração municipal reforçou orientações de prevenção contra a doença. Entre as medidas preventivas, é importante evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele, além de intensificar a higienização frequente das mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal e usar máscaras.
As autoridades de saúde seguem monitorando a situação e reforçam a importância da busca por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.
Sintomas e diagnóstico
Entre os principais sintomas da Mpox estão erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre e dores no corpo. O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o início dos sinais e sintomas, costuma variar de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
O diagnóstico é feito por meio de exame laboratorial, com teste molecular ou sequenciamento genético. A testagem deve ser indicada para todos os pacientes com suspeita da doença. A coleta da amostra é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões cutâneas, conforme orientações das autoridades de saúde.
Sobre a Mpox
Também conhecida como “varíola dos macacos”, a Mpox é uma doença causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola.
A enfermidade ganhou projeção internacional durante o surto de 2024, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional. Naquele período, o Brasil chegou a ocupar a segunda posição entre os países com maior número de casos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Autoria
Gabriela Costa
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