A Sociedade Brasileira de Cardiologia apresenta a Diretriz Brasileira de Valvopatias 2026 como tema de discussão no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia. O encontro ocorre de 8 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro, com debates sobre estenose aórtica e terapias transcateter.
O documento foi elaborado pela SBC em conjunto com sociedades de hemodinâmica e cirurgia cardiovascular.

Quando indicar intervenção na estenose aórtica?
A diretriz admite considerar intervenção antecipada na estenose aórtica importante de alto gradiente, mesmo sem sintomas e complicadores, em pacientes de baixo risco cirúrgico. A recomendação é fraca, apesar da alta certeza da evidência, e não há benefício consistente demonstrado em mortalidade.
Para pacientes sintomáticos ou com complicadores e baixo risco cirúrgico, a idade influencia a escolha do procedimento. A cirurgia é preferida antes dos 70 anos; entre 70 e 80, ambas as opções são recomendadas; depois dos 80, prefere-se TAVI.
Saiba mais: ACP 2026: Estenose aórtica – avaliação, estadiamento e manejo na prática clínica
Terapias transcateter ampliam alternativas de tratamento
As terapias transcateter ganham espaço na insuficiência mitral e na tricúspide em perfis selecionados, considerando sintomas, anatomia e risco cirúrgico. Na insuficiência aórtica importante, TAVI pode ser considerada diante de risco proibitivo ou contraindicação cirúrgica e anatomia favorável.
A diretriz também atribui recomendação forte ao valve-in-valve para pacientes sintomáticos com degeneração importante de biopróteses aórticas ou mitrais e risco cirúrgico elevado. Essas alternativas dependem da avaliação multiprofissional e das condições específicas de cada paciente.
Saiba mais: Tratamento da insuficiência tricúspide: o que você precisa saber
Heart Valve Team permanece central nas decisões
O Heart Valve Team continua responsável por ponderar anatomia, fragilidade, prognóstico, durabilidade protética e necessidade de intervenções futuras. A avaliação reúne elementos clínicos e exames para definir a estratégia mais apropriada.
Na prática clínica brasileira, a Diretriz Brasileira de Valvopatias 2026 também exige atenção às particularidades da doença reumática. O documento adota a metodologia GRADE e diferencia a força das recomendações da certeza das evidências.
Saiba mais: ESC 2025: Principais atualizações da nova diretriz de valvopatias
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Juliana Avelar
Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.
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