A American Heart Association e o American College of Cardiology, em conjunto com outras sociedades médicas, atualizaram em 2026 a diretriz de manejo cardiovascular perioperatório para adultos submetidos a cirurgia não cardíaca.
A nova publicação revisou evidências mais recentes, mas manteve sem grandes alterações as principais recomendações e os fluxos de avaliação e manejo já apresentados na versão de 2024.
Avaliação cardiovascular pré-operatória segue risco individual
A diretriz mantém uma abordagem escalonada para a avaliação cardiovascular pré-operatória. O processo considera urgência e risco da cirurgia, condições cardiovasculares, modificadores de risco e capacidade funcional para definir se são necessários exames ou intervenções adicionais.
Testes cardiovasculares não devem ser solicitados indiscriminadamente antes da cirurgia. A investigação deve seguir indicações semelhantes às utilizadas fora do contexto perioperatório.
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Quando indicar teste de estresse pré-operatório?
O teste de estresse pode ser considerado em pacientes selecionados com capacidade funcional baixa ou desconhecida, risco cardiovascular elevado e previsão de cirurgia de maior risco. Para pacientes de baixo risco, com boa capacidade funcional ou submetidos a procedimentos de baixo risco, a avaliação rotineira não é recomendada.
A diretriz também permite considerar biomarcadores cardíacos na avaliação de pacientes selecionados de maior risco, como parte da decisão sobre investigação adicional.
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Anticoagulação perioperatória exige avaliação individual
Entre as recomendações farmacológicas, os inibidores do cotransportador de sódio e glicose 2 devem ser suspensos três a quatro dias antes de cirurgias programadas, quando possível, para reduzir o risco de acidose metabólica perioperatória.
Para a maioria dos pacientes que precisa interromper temporariamente a anticoagulação, a ponte rotineira com heparina não é recomendada devido ao maior risco de sangramento. A estratégia pode ser considerada em pacientes com alto risco trombótico. Para anticoagulantes orais diretos, a suspensão temporária geralmente ocorre sem ponte com heparina.
Betabloqueadores devem ser mantidos em pacientes que já os utilizam. Quando houver nova indicação, o início deve ocorrer com antecedência suficiente para avaliação da tolerância, e não de forma rotineira no dia da cirurgia.
A diretriz também reforça a atenção à fibrilação atrial identificada no perioperatório e à lesão miocárdica após cirurgia não cardíaca. Esses pacientes podem precisar de avaliação adicional e acompanhamento após a alta.
A diretriz cardiovascular perioperatória mantém, portanto, uma estratégia baseada no risco individual. Para o médico, a principal orientação permanece selecionar exames, medicamentos e monitorização conforme o perfil clínico e o risco do procedimento, evitando intervenções cardiovasculares de rotina sem indicação.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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