Novidades em regulação sanitária e diretrizes clínicas: endocrinologia, neurologia, hemoterapia e saúde da mulher
A semana trouxe importantes atualizações em regulação sanitária e diretrizes clínicas que impactam diretamente a prática médica em diversas especialidades. Entre os destaques, a aprovação de novos medicamentos pela Anvisa e FDA, mudanças em critérios de doação de sangue e atualizações de diretrizes internacionais que ampliam as opções terapêuticas disponíveis.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Anvisa registra combinação de insulina icodeca e semaglutida para diabetes tipo 2
- Tavapadon é aprovado pelo FDA para tratamento da doença de Parkinson
- IMC elevado lidera os fatores de risco à saúde no Brasil
- RDC 1.000/25 está valendo: saiba tudo sobre a nova regra de prescrição digital
- Novo regulamento permite que pessoas com mais de 70 anos continuem doando sangue
- Atualização da diretriz de hipertensão arterial pulmonar: o que há de novo
- OMS amplia opções de contracepção em nova diretriz
O que importa hoje: aprovações de novos medicamentos e mudanças regulatórias que impactam a prática clínica
A Anvisa aprovou o Kyinsu, primeira associação em dose fixa de insulina icodeca e semaglutida para diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, com aplicação semanal que combina dois mecanismos complementares em uma única injeção.
O FDA aprovou a tavapadon, primeiro agonista seletivo dos receptores dopaminérgicos D1/D5 para doença de Parkinson, tomado uma vez ao dia, que demonstrou melhora da funcionalidade diária e aumento do tempo livre de sintomas sem discinesias problemáticas.
Análise brasileira do estudo Global Burden of Disease mostrou que o índice de massa corporal elevado ultrapassou a hipertensão arterial e se tornou o principal fator de risco à saúde no país, subindo do 7º para o 1º lugar entre 1990 e 2023.
Entrou em vigor nova etapa do Sistema Nacional de Controle de Receituários que permite a emissão eletrônica de notificações de receita A, B, B2, retinoides sistêmicos e talidomida, sem tornar o formato digital obrigatório.
O que muda na prática: novos critérios de doação de sangue e diretrizes internacionais ampliam opções terapêuticas
Novos critérios de doação de sangue encurtam prazos de inaptidão após tatuagem, maquiagem definitiva, procedimentos estéticos, piercing oral ou genital, endoscopia e uso de anabolizantes sem prescrição, além de reduzir de um ano para 30 dias a espera após estadia em área de malária.
Pessoas com 70 anos ou mais, antes impedidas, poderão doar se saudáveis e dentro da frequência e dos intervalos previstos para a faixa etária, mudanças que o Ministério da Saúde associa a avanços laboratoriais e ao reforço da segurança transfusional.
A European Respiratory Society passou a recomendar fortemente o sotatercepte para pacientes com hipertensão arterial pulmonar já em tratamento específico fora da categoria de baixo risco, consolidando o medicamento como uma quarta estratégia farmacológica somada às terapias tradicionais.
A OMS publicou novas diretrizes que ampliam as opções contraceptivas seguras, recomendando o uso estendido ou contínuo da pílula combinada por até seis meses ou um ano, apoiando implantes por até cinco anos e incluindo a mifepristona como opção de contracepção de emergência em até cinco dias após relação desprotegida.
Radar: atenção aos eventos adversos e limitações de incorporação no sistema público de saúde
O Kyinsu exige atenção à titulação da dose fixa, ao risco de hipoglicemia e aos eventos gastrointestinais, enquanto a tavapadon apresenta náusea, tontura e cefaleia entre os eventos adversos mais frequentes, além de exigir monitoramento de alucinações e discinesias.
O avanço no controle da hipertensão e do tabagismo não foi acompanhado por contenção da obesidade, reforçando a importância de diagnosticar, registrar e acompanhar ativamente a doença em todas as consultas, além de rastrear de forma integrada outras complicações cardiometabólicas no mesmo paciente.
O sotatercepte, embora registrado na Anvisa, recebeu parecer preliminar desfavorável da Conitec à incorporação no SUS, exigindo monitoramento de policitemia, plaquetopenia, sangramentos, telangiectasias e derrame pericárdico.
As recomendações da OMS sobre mifepristona dão respaldo a esquemas mais longos e com menos trocas e sangramentos, embora a oferta da mifepristona no Brasil ainda dependa de registro e regulamentação locais.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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