Logotipo Afya
Anúncio
Neurologia28 setembro 2026

Tavapadon é aprovado pelo FDA para tratamento da doença de Parkinson

Agonista dopaminérgico oral de dose diária única, o tavapadon teve eficácia em ensaios de fase 3 isolado ou associado à levodopa
Por Luciano Lucas

O FDA aprovou o tavapadon, nova opção para os sintomas motores do Parkinson. O agonista dopaminérgico, de uso oral e dose única diária, obteve o aval com base em ensaios de fase 3.

Fabricado pela AbbVie com o nome comercial Juvmo, o medicamento é indicado para todo o espectro da doença de Parkinson. Como os demais agonistas, pode ser usado isoladamente ou com levodopa.

Tremor Essencial x doença de Parkinson: Como diferenciar? 

Três ensaios de fase 3 avaliaram o fármaco em estágios distintos

Os estudos TEMPO-1 e TEMPO-2 incluíram pacientes com até três anos de diagnóstico, sem medicação dopaminérgica. No TEMPO-1, as atividades de vida diária melhoraram 22% a 23% após 26 semanas contra piora de 12% com placebo. O ganho abrangeu parâmetros que são medidos a partir da escala MDS-UPDRS, que inclui tarefas cotidianas como vestir-se, alimentar-se e higiene pessoal.

No TEMPO-3, o fármaco foi associado à levodopa em pacientes com flutuações motoras. O tempo on sem discinesia problemática subiu 1,7 hora diária, contra 0,6 hora com placebo, ampliando o período com sintomas controlados. O tempo off caiu 1,9 hora contra 0,9 hora com placebo, com menos retorno dos sintomas.

Saiba mais: Como é a progressão da doença de Parkinson?

Em que o novo agonista dopaminérgico difere dos anteriores?

Segundo a AbbVie, o tavapadon é o primeiro agonista seletivo dos receptores D1/D5 aprovado para a doença. Os agonistas disponíveis atuam sobretudo em receptores D2/D3, também nos circuitos de recompensa e alerta. Essa ação favorece a sonolência, alucinações e transtornos de impulso.

Ao agir apenas no circuito motor, o novo medicamento pode ter menor taxa desses efeitos. No entanto, o tavapadon não foi testado diretamente contra outros agonistas da dopamina e os ensaios clínicos podem ter sido muito curtos para demonstrar a totalidade e a extensão dos potenciais efeitos colaterais do medicamento.

Perfil de eventos adversos permanece em avaliação em novo estudo

A maioria dos eventos adversos foi leve ou moderada e não grave. Sem levodopa, predominaram náuseas, cefaleia, tontura, fadiga, disgeusia (alteração ou distorção do paladar), vômitos, boca seca e ansiedade. Com levodopa, destacaram-se também discinesia, alucinações e hipotensão ortostática.

Transtornos de impulso, sonolência e alucinações pareceram menos frequentes que com agonistas antigos, mas algo maiores na doença em progressão. Na extensão aberta TEMPO-4, 93% dos pacientes com levodopa não aumentaram a dose em 85 semanas, e 94% dos demais não a iniciaram. O estudo em andamento foi projetado para coletar dados além dos ensaios clínicos, a fim de compreender melhor a segurança, os efeitos colaterais e os benefícios a longo prazo do tavapadon.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Luciano Lucas

Luciano Lucas

Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Neurologia