A Afya promove em 1º de outubro, às 19h, no YouTube da Afya, uma live gratuita sobre prescrição digital e as novas regras regulatórias. O encontro discutirá receituários controlados, Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) e mudanças que afetam a emissão eletrônica, com espaço para dúvidas dos médicos. Entre os participantes está Thiago Brasil, assessor e gerente-substituto da Gerência de Produtos Controlados da Anvisa.
A programação ocorre após a Anvisa definir 30 de setembro de 2026 como início de uma nova etapa do SNCR. O sistema passa a permitir novas modalidades eletrônicas e amplia a padronização do registro e do acompanhamento dos receituários no país.
Inscrições gratuitas: Live gratuita — RDC Anvisa nº 1000/2025: Receituários eletrônicos (receitas azuis e amarelas). Tudo que você precisa saber!
Como os receituários controlados mudam com a nova etapa?
A nova etapa permite emitir eletronicamente Notificações de Receita A, B, B2, de retinoides sistêmicos e de talidomida por sistemas integrados. A prescrição em papel continua permitida, portanto, a mudança não torna obrigatório o formato eletrônico.
Para as Receitas de Controle Especial e Receitas sujeitas à retenção, haverá um período de transição entre 30 de setembro e 29 de outubro de 2026. Nesse intervalo, poderão coexistir documentos em papel e receitas eletrônicas integradas ou ainda não integradas ao sistema.
Saiba mais: RDC 1.000/25: o que o médico precisa saber sobre os novos receituários controlados
O SNCR amplia o controle eletrônico das receitas
O SNCR centraliza a numeração e o registro de utilização dos receituários eletrônicos, com objetivo de ampliar segurança, rastreabilidade e padronização nacional. O prescritor continuará utilizando sua plataforma habitual, desde que ela esteja integrada à infraestrutura da Anvisa nos casos exigidos.
Para as Notificações de Receita, o médico ainda solicitará a numeração à Vigilância Sanitária local. As faixas de números destinadas às prescrições eletrônicas serão diferentes daquelas usadas no papel.
Atenção redobrada do médico prescritor
A atualização afeta principalmente a validade formal da prescrição, sem modificar a decisão terapêutica, a dose ou a escolha do medicamento. O prescritor precisa observar o modelo do receituário, os dados exigidos e as regras aplicáveis à emissão eletrônica.
A mudança também exige atenção ao sistema usado para prescrever medicamentos controlados. As numerações solicitadas à Vigilância Sanitária ficam vinculadas ao CPF do prescritor. Posteriormente, o médico requisita, dentro da própria plataforma de prescrição utilizada, as numerações destinadas à emissão eletrônica.
Durante a transição, o médico também precisará diferenciar prescrições em papel e formatos eletrônicos integrados ou ainda não integrados ao SNCR. Falhas no documento ou no processo eletrônico podem impedir a dispensação, mesmo quando a indicação clínica estiver correta.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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