A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta segunda-feira (19/10), um manual de capacitação para ampliar o acesso ao cuidado do câncer de mama. O material integra a Iniciativa Global contra o Câncer de Mama (GBCI) e reúne orientações práticas para fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença nos sistemas de saúde.
A divulgação ocorre durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. O documento, com edição de 2025, propõe estratégias adaptáveis à realidade de cada país, com foco na detecção precoce, na organização dos serviços e na continuidade da assistência às pacientes.
Detecção precoce do câncer de mama é prioridade nas metas globais
A iniciativa estabelece três metas para os sistemas de saúde. A primeira é diagnosticar pelo menos 60% dos cânceres de mama invasivos nos estágios I ou II, ampliando as possibilidades de tratamento em fases iniciais.
A segunda prevê concluir avaliação clínica, exames de imagem, coleta de tecido e análise patológica em até 60 dias. A terceira busca assegurar que pelo menos 80% das pacientes realizem e concluam o tratamento multimodal indicado, sem abandono. A estratégia pretende reduzir a mortalidade pela doença em 2,5% ao ano.
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Como fortalecer a detecção precoce do câncer de mama?
Segundo a OMS, o diagnóstico precoce envolve o reconhecimento de sinais e sintomas suspeitos, o acesso oportuno à investigação clínica e o encaminhamento para tratamento. Essa estratégia se diferencia do rastreamento, direcionado a mulheres assintomáticas, e deve ser fortalecida mesmo em locais que já oferecem mamografia de rastreamento.
Antes de ampliar os programas de rastreamento populacional, os sistemas de saúde precisam assegurar acesso à confirmação diagnóstica, ao encaminhamento adequado e ao tratamento. As estratégias devem considerar a estrutura e os recursos disponíveis em cada país.
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Capacitação de profissionais fortalece a assistência oncológica
A capacitação contempla o reconhecimento de alterações suspeitas nas mamas, a avaliação clínica e o encaminhamento oportuno das pacientes. O material também aborda a integração entre os diferentes níveis de atenção, a navegação das pacientes pelos serviços de saúde e o acompanhamento da qualidade assistencial.
A OMS informou que diversos países já demonstraram interesse em utilizar o material. Atualmente, a iniciativa trabalha com parceiros na Etiópia, em Essuatíni e nas Filipinas para adaptar os conteúdos às necessidades locais. Outros países também podem solicitar orientações para a implementação. O manual pode servir de referência para revisar fluxos de atendimento e identificar atrasos na trajetória das pacientes com câncer de mama.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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