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Oncologia20 outubro 2026

OMS lança manual para ampliar acesso ao cuidado precoce do câncer de mama

Material sobre câncer de mama orienta profissionais de saúde na prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento e assistência multidisciplinar no cuidado do câncer de mama
Por Gabriela Costa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta segunda-feira (19/10), um manual de capacitação para ampliar o acesso ao cuidado do câncer de mama. O material integra a Iniciativa Global contra o Câncer de Mama (GBCI) e reúne orientações práticas para fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença nos sistemas de saúde.

A divulgação ocorre durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. O documento, com edição de 2025, propõe estratégias adaptáveis à realidade de cada país, com foco na detecção precoce, na organização dos serviços e na continuidade da assistência às pacientes.

Detecção precoce do câncer de mama é prioridade nas metas globais

A iniciativa estabelece três metas para os sistemas de saúde. A primeira é diagnosticar pelo menos 60% dos cânceres de mama invasivos nos estágios I ou II, ampliando as possibilidades de tratamento em fases iniciais.

A segunda prevê concluir avaliação clínica, exames de imagem, coleta de tecido e análise patológica em até 60 dias. A terceira busca assegurar que pelo menos 80% das pacientes realizem e concluam o tratamento multimodal indicado, sem abandono. A estratégia pretende reduzir a mortalidade pela doença em 2,5% ao ano.

Saiba mais: Mulheres jovens concentram diagnósticos tardios de câncer de mama 

Como fortalecer a detecção precoce do câncer de mama?

Segundo a OMS, o diagnóstico precoce envolve o reconhecimento de sinais e sintomas suspeitos, o acesso oportuno à investigação clínica e o encaminhamento para tratamento. Essa estratégia se diferencia do rastreamento, direcionado a mulheres assintomáticas, e deve ser fortalecida mesmo em locais que já oferecem mamografia de rastreamento.

Antes de ampliar os programas de rastreamento populacional, os sistemas de saúde precisam assegurar acesso à confirmação diagnóstica, ao encaminhamento adequado e ao tratamento. As estratégias devem considerar a estrutura e os recursos disponíveis em cada país.

Leia mais: Ministério da Saúde recomenda mamografia a partir dos 40 anos e amplia tratamentos 

Capacitação de profissionais fortalece a assistência oncológica

A capacitação contempla o reconhecimento de alterações suspeitas nas mamas, a avaliação clínica e o encaminhamento oportuno das pacientes. O material também aborda a integração entre os diferentes níveis de atenção, a navegação das pacientes pelos serviços de saúde e o acompanhamento da qualidade assistencial.

A OMS informou que diversos países já demonstraram interesse em utilizar o material. Atualmente, a iniciativa trabalha com parceiros na Etiópia, em Essuatíni e nas Filipinas para adaptar os conteúdos às necessidades locais. Outros países também podem solicitar orientações para a implementação. O manual pode servir de referência para revisar fluxos de atendimento e identificar atrasos na trajetória das pacientes com câncer de mama.

Veja também: Câncer de mama no SUS: dados apontam assimetria racial no cuidado 

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Gabriela Costa

Gabriela Costa

Jornalista em formação pela Universidade Federal Fluminense.

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