Logotipo Afya
Anúncio
Infectologia3 novembro 2026

Nova York registra primeira morte associada ao sarampo em mais de 30 anos

Morte de criança ocorreu em meio ao avanço da doença nos Estados Unidos, que já soma mais de 4,8 mil casos confirmados em 2026, segundo o CDC
Por Gabriela Costa

O Departamento de Saúde do Estado de Nova York anunciou na última segunda-feira (02/11), a morte de uma criança associada ao surto de sarampo no condado de Lewis. É o primeiro óbito relacionado à doença registrado no estado em mais de 30 anos.

A confirmação ocorreu após a declaração de emergência estadual, em outubro, para ampliar a resposta ao surto. As autoridades não informaram a idade exata nem a situação vacinal da criança, o que impede relacionar o caso individual à ausência de imunização.

.

Casos de sarampo em 2026 ultrapassam 4,8 mil nos EUA

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) contabilizou 4.852 casos confirmados de sarampo até 29 de outubro de 2026, contra 2.289 em todo o ano de 2025. A comparação indica que a circulação registrada em 2026 já supera o dobro do total do ano anterior.

Dos casos de 2026, 96% estavam associados a surtos e o CDC identificou 43 novos surtos no ano. O órgão ressalta que seus dados incluem apenas notificações confirmadas e podem diferir dos balanços estaduais mais recentes.

Saiba mais: Nova York declara emergência por surto de sarampo 

Por que a cobertura vacinal preocupa durante os surtos?

Segundo o CDC, a cobertura da vacina tríplice viral entre crianças que ingressam na escola caiu de 95,2%, em 2019–2020, para 92,4%, em 2025–2026. O índice ficou abaixo da meta de 95%, favorecendo a existência de grupos suscetíveis à transmissão.

O CDC informa eficácia de 93% com uma dose da vacina contra sarampo e de 97% com duas doses. O dado reforça a importância de avaliar a situação vacinal de pacientes expostos e de comunidades afetadas.

Saiba mais: Imunidade de rebanho no sarampo: quanto tempo dura a proteção vacinal?

Vigilância epidemiológica acompanha a transmissão do sarampo

O CDC destaca a transmissão aérea do vírus e a possibilidade de rápida disseminação em comunidades com baixa vacinação. Para os serviços de saúde, acompanhar os dados locais e os comunicados das autoridades ajuda a reconhecer possíveis exposições e a orientar medidas de prevenção.

Saiba mais: Sarampo: o que o médico deve saber diante do aumento de casos no Brasil? 

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Gabriela Costa

Gabriela Costa

Jornalista em formação pela Universidade Federal Fluminense.

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Infectologia