Segundo dados apresentados na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, entre 21 e 24 de outubro, e divulgados pela Agência Brasil, mais de 3 milhões de adolescentes não completaram a vacina contra a dengue. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, para o público-alvo da vacinação, de 10 a 14 anos, a proteção completa exige duas doses.
Das mais de 11,8 milhões de doses aplicadas, 7,6 milhões foram de D1 e 4,2 milhões de D2, diferença que reflete os esquemas pendentes. Quase 4 milhões de doses entregues aos municípios seguem sem uso. Diante desse cenário, o diretor reforçou que, como a dengue costuma crescer no verão e o El Niño pode intensificar essa alta, vacinar no período intersazonal antecipa a proteção.

Por que o público-alvo da vacinação é de 10 a 14 anos?
Ainda conforme a apresentação de Gatti, quando a vacina contra a dengue entrou no SUS, os dados de segurança eram mais robustos entre 4 e 16 anos, e dentro desse intervalo, o risco de doença grave é maior entre 10 e 14 anos. Ampliar para faixas mais velhas é possível, mas depende de fatores operacionais, orçamentários e de segurança.
Na mesma linha, a Nota Técnica nº 4/2026 do Ministério da Saúde cita recomendações da OMS e taxas de hospitalização por dengue. Além disso, pelo Calendário Nacional de Vacinação de 2026, a vacinação vai até 14 anos, 11 meses e 29 dias, com intervalo mínimo de três meses.
Giovanna Tiemy, médica de família e comunidade da Afya, explica que “a vacinação contra a dengue é uma importante medida de prevenção, com evidências de redução de casos sintomáticos e hospitalizações. Na Atenção Primária, é fundamental acolher as dúvidas dos adolescentes e familiares, esclarecer os benefícios e possíveis eventos adversos e reforçar a importância de completar o esquema de duas doses. A conferência da caderneta vacinal e a busca ativa de quem ainda não recebeu a segunda dose são estratégias essenciais para ampliar a proteção nessa faixa etária.”
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Vacinação com imunizante do Butantan segue temporariamente suspensa
Até 30 de maio de 2026, foram aplicadas 501.044 doses da vacina do Butantan, com 42 eventos com sinais de alarme e três casos graves, sendo dois fatais. Apesar da ausência de causalidade confirmada, a coincidência temporal foi tratada como sinal de segurança a ser avaliada em estudos complementares, razão pela qual esse imunizante segue suspenso desde junho.
Diante desse sinal, a Nota Técnica 58/2026 do Ministério da Saúde orienta avaliar prontamente esses vacinados até 21 dias após a dose. Nesse período, quadros compatíveis com dengue exigem avaliação rápida, antes da investigação do evento adverso. Vale reforçar, porém, que a suspensão atinge apenas a vacina do Butantan, indicada de 15 a 59 anos, e não altera a oferta da Qdenga.
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Fornecimento de doses tem 9 milhões previstos para 2027
Gatti reconheceu que a capacidade de produção da Takeda, fabricante da vacina Qdenga, não atende toda a população brasileira, apesar de garantir o fornecimento de doses da vacina ao público-alvo. Nesse sentido, segundo a Agência Brasil, o contrato vigente prevê 9 milhões de doses em 2026 e mais 9 milhões em 2027.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas
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