Pesquisadores do Instituto Karolinska e de outras instituições suecas identificaram associação entre a vacinação quadrivalente contra HPV antes da gravidez e menores chances de parto prematuro. O estudo, publicado no The BMJ em outubro de 2026, analisou registros nacionais de 624.713 partos únicos de mulheres entre 16 e 35 anos, ocorridos na Suécia de 2006 a 2023.
Entre as participantes, 92.620 (14,8%) haviam recebido pelo menos uma dose da vacina antes da concepção. Os pesquisadores compararam casos com e sem complicações obstétricas, pareando as mulheres por idade materna e ano da concepção e ajustando fatores como tabagismo, índice de massa corporal e condições maternas.

Vacinação contra HPV e risco de prematuridade
Após os ajustes, a vacinação esteve associada a chances 5% menores de parto antes de 37 semanas (odds ratio ajustada [ORa] 0,95; IC95% 0,91–0,99). Para parto muito prematuro, entre 28 e menos de 32 semanas, a ORa foi 0,85 (IC95% 0,75–0,97). A associação também apareceu para parto prematuro espontâneo (ORa 0,95; IC95% 0,91–0,99).
Entre os desfechos secundários, observaram-se associações com ruptura prematura pré-termo de membranas (ORa 0,93; IC95% 0,87–1,00) e recém-nascidos gravemente pequenos para a idade gestacional (ORa 0,92; IC95% 0,87–0,97). Outros resultados não demonstraram associação estatisticamente significativa após os ajustes.
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Imunização antes dos 17 anos apresenta associação maior
Mulheres vacinadas antes dos 17 anos tiveram chances 10% menores de parto prematuro (ORa 0,90; IC95% 0,85–0,95) em comparação às não vacinadas. A associação foi menos pronunciada entre aquelas vacinadas a partir dessa idade, com diferenças estatisticamente significativas entre as faixas etárias para prematuridade e ruptura prematura pré-termo de membranas.
Estudo observacional não estabelece causalidade
Os autores levantam duas explicações possíveis: prevenção da infecção pelo HPV e menor necessidade de procedimentos excisionais cervicais. Entretanto, o estudo não acompanhou diretamente infecções posteriores à vacinação nem os tratamentos realizados. Confundimento residual também não pode ser descartado.
Os achados apoiam a investigação de possíveis benefícios reprodutivos adicionais da vacinação contra HPV. Os pesquisadores ressaltam a necessidade de acompanhamento prolongado das populações vacinadas para dimensionar melhor essas associações.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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