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Ginecologia e Obstetrícia6 novembro 2026

EUA preveem novos códigos específicos para lipedema em 2027

No Brasil, a doença ainda não possui código exclusivo na CID-10; veja quais classificações são utilizadas e o que prevê a CID-11.
Por Gabriela Costa

A Lipedema Foundation informa que novos códigos diagnósticos específicos para lipedema na classificação ICD-10-CM foram aprovados pelos Estados Unidos. A implementação está prevista para 1º de outubro de 2027. Até lá, os médicos devem manter os códigos atualmente disponíveis para registrar a doença, conforme cada caso.

A ICD-10-CM é a adaptação norte-americana da Classificação Internacional de Doenças, utilizada na documentação clínica e no faturamento de serviços de saúde. A fundação ressalta que a data de implementação ainda é uma previsão e pode sofrer alterações.

CID-10-CM ainda utiliza códigos inespecíficos

Na prática norte-americana, os códigos frequentemente utilizados são R60.9, para edema não especificado; E88.2, para lipomatose não classificada em outra parte; e E65, para adiposidade localizada. A fonte também menciona Q82.0, relacionado ao edema hereditário crônico ou linfedema, entre as alternativas por vezes empregadas.

Esses registros não identificam exclusivamente o lipedema. Por isso, a escolha deve continuar considerando a situação individual do paciente enquanto os códigos específicos não entram em vigor.

Saiba mais: Principais pontos do Consenso Brasileiro sobre Lipedema

Como a CID-11 classifica o lipedema?

A Organização Mundial da Saúde reconheceu o lipedema como entidade distinta em 2019. A CID-11 atribui à condição o código EF02.2, denominado “Lipoedema” na nomenclatura internacional. A revisão entrou em vigor em 1º de janeiro de 2022, mas a adoção depende de cada país.

Os Estados Unidos ainda não implementaram a CID-11. Assim, o reconhecimento internacional da condição e a atualização prevista para a ICD-10-CM representam processos de classificação diferentes.

A Nota Técnica nº 91/2024 do Ministério da Saúde prevê o início de sua utilização nos sistemas de vigilância em saúde a partir de janeiro de 2027, com transição gradual. Essa informação é relevante para explicar quando o código EF02.2 poderá passar a integrar a rotina dos sistemas brasileiros, sem pressupor implementação simultânea em todos os serviços.

Leia mais: Consenso internacional caracteriza lipedema como doença crônica

Quais códigos são utilizados para lipedema no Brasil?

A CID-10 brasileira não apresenta código exclusivo denominado lipedema. Na tabela oficial do Ministério da Saúde, E88.2 corresponde a lipomatose não classificada em outra parte; E65, a adiposidade localizada; e R60.9, a edema não especificado.

Um estudo brasileiro sobre lipedema registrado no ReBEC utiliza E88.2 como descritor geral e E65 como específico. Esse exemplo não estabelece uma orientação nacional para codificar todos os pacientes da mesma forma.

Veja também: Atualização no manejo de lipedema

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Gabriela Costa

Gabriela Costa

Jornalista em formação pela Universidade Federal Fluminense.

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