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Endocrinologia2 outubro 2026

Trevogrumabe reduz perda de massa magra com semaglutida

Ensaio de fase 2 acompanha a perda de massa magra por até 52 semanas, inclusive em pacientes com obesidade e baixa massa magra basal.
Por Redação Afya

A Regeneron divulgou em 1º de outubro de 2026 dados do COURAGE apresentados no congresso da European Association for the Study of Diabetes (EASD). Em pessoas com obesidade, somar trevogrumabe à semaglutida reduziu a perda de massa magra que acompanha o emagrecimento com esse medicamento. A preservação da massa magra também ocorreu em pacientes com baixa massa magra basal.

O ensaio de fase 2, randomizado e quádruplo-cego, com resultados no prelo na The Lancet, avaliou por DXA adultos com IMC ≥30 kg/m². O trevogrumabe bloqueia a miostatina (GDF8), e o garetosmabe, a activina A, porém apenas um braço do estudo associou os dois à semaglutida.

Em uma das porções com doses altas os participantes receberam semaglutida + trevogrumabe durante as primeiras 26 semanas; depois, a semaglutida foi suspensa e eles seguiram com trevogrumabe ou placebo durante mais 26 semanas. Já a porção de doses baixas avaliou 25 mg ou 75 mg de trevogrumabe em associação à 2,4 mg de semaglutida durante 52 semanas. 

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Trevogrumabe 75 mg alcança 50,7% de preservação da massa magra em 26 semanas

Segundo os resultados apresentados no EASD, com doses baixas, a perda de massa magra em 26 semanas foi de 6,7% com placebo e semaglutida e de 3,3% com trevogrumabe 75 mg + semaglutida. Isso representa 50,7% de preservação da massa magra, índice de 42,5% na semana 52. Na ressonância magnética, essas doses preservaram quase 70% do músculo da coxa que seria perdido só com semaglutida.

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O que muda em pacientes com baixa massa magra basal?

Uma análise pré-especificada do COURAGE, publicada como resumo no suplemento da revista Diabetes, com trevogrumabe 200 mg e 400 mg, avaliou 386 dos 599 randomizados sem DM2. A baixa massa magra correspondeu a massa magra apendicular/IMC abaixo de 0,789 m² em homens e 0,512 m² em mulheres.

Nesse subgrupo, a semaglutida isolada reduziu a massa magra em 7,1%, contra 5,9% nos demais. Com trevogrumabe, com ou sem garetosmabe, as perdas foram de 2,5% a 3,4% e de 1,8% a 4,0%, respectivamente. Os autores pedem mais estudos sobre o benefício clínico dessa diferença. Vale registrar ainda que seis dos nove autores dessa análise pré-especificada trabalham na Regeneron. 

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Eventos adversos ocorrem com menor frequência que no grupo placebo

Doses baixas de trevogrumabe foram geralmente bem toleradas, já que 77% dos participantes que receberam trevogrumabe apresentaram pelo menos um evento adverso, ante 82% no grupo placebo. Os mais comuns foram náusea, constipação, diarreia e vômitos. Nenhuma agência reguladora avaliou ainda o trevogrumabe.

Para os próximos passos, a Regeneron planeja testar a preservação da massa magra em idosos com obesidade e redução de massa ou força muscular. A ideia é associar o fármaco a terapias com agonistas do receptor de GLP-1. Para a empresa, a perda de massa magra com esses medicamentos preocupa sobretudo idosos, sarcopênicos e indivíduos com risco de fragilidade.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

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Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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