Um estudo transversal publicado em 2026 utilizou dados do I Inquérito sobre a Insegurança Alimentar no Município do Rio de Janeiro e analisou 1.026 adultos, chefes de família (entre 10-59 anos) e moradores do município do Rio de Janeiro; foram excluídas as gestantes da análise. As entrevistas domiciliares foram realizadas entre novembro de 2023 e janeiro de 2024.
A pesquisa avaliou insegurança alimentar, estado nutricional e diferenças por sexo. O recorte permite examinar desigualdades de gênero e contextualiza os achados com dados sobre obesidade no Brasil.

Insegurança alimentar mostra associação com obesidade em mulheres
Como ferramenta de análise foi utilizada a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) a fim de classificar a situação dos domicílios em segurança alimentar e níveis de insegurança alimentar.
Entre as mulheres, tanto a insegurança alimentar leve (RRR = 2,8; IC95%; 1,3-5) quando a insegurança moderada/grave (RRR = 2,5; IC95%: 1,0-64) apresentaram associação com maior risco relativo de obesidade. Essa associação não foi identificada entre os homens. O estudo descreve maior vulnerabilidade feminina nas famílias com insegurança alimentar.
A discussão relaciona esse padrão à divisão de responsabilidades familiares e às condições socioeconômicas. Os autores também discutem fatores socioeconômicos, como escolaridade, renda, acesso a recursos e condições do território, na interpretação dessas desigualdades.
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Obesidade no Brasil chega a 25,7% nas capitais segundo o Vigitel Brasil
O Vigitel Brasil 2006-2024 estimou obesidade em 25,7% dos adultos no conjunto das capitais dos 26 estados e do Distrito Federal em 2024. Entre as mulheres, a frequência chegou a 26,7%, enquanto entre os homens foi de 24,4%.
O levantamento também mostra aumento do indicador desde 2006, quando a frequência total era de 11,8%.
O aumento da obesidade registrado pelo Vigitel ajuda a dimensionar o cenário no qual se inserem os achados do estudo realizado no Rio de Janeiro. Enquanto o levantamento nacional mostra crescimento da frequência de obesidade nas capitais, com percentual maior entre mulheres em 2024, o estudo carioca acrescenta um recorte social ao identificar associação entre insegurança alimentar e obesidade especificamente no grupo feminino.
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O que esses achados acrescentam à prática clínica?
Os achados reforçam a importância de considerar a insegurança alimentar e o contexto social na avaliação de pessoas com obesidade, especialmente entre mulheres. O estudo mostra que essas dimensões podem ajudar a compreender diferenças observadas no risco de obesidade e nas condições de vulnerabilidade.
Como se trata de um estudo transversal, os resultados não permitem estabelecer que a insegurança alimentar cause obesidade. Eles indicam uma associação relevante entre esses fatores e apoiam a inclusão das desigualdades sociais e de gênero na abordagem clínica e na formulação de políticas de saúde.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão médica da Equipe Afya.
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