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Cardiologia13 outubro 2026

Terapias cardiometabólicas vão além do controle glicêmico

Discussão aborda controle do peso, prevenção cardiovascular e desafios para manter terapias cardiometabólicas no diabetes tipo 2.
Por Juliana Avelar

O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia discute terapias cardiometabólicas durante encontro realizado de 8 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro. Na sessão Hot topics em Cardiometabolismo, a apresentação aborda agonistas de GLP-1, controle do peso e prevenção cardiovascular.

Cardiovascular disease CVD, doctor with heart human model anatomy for treatment patient in hospital.

Agonistas de GLP-1 ampliam foco cardiovascular

O estudo LEADER registrou redução relativa de 13% nos eventos cardiovasculares maiores com liraglutida em pessoas com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular. Esse resultado amplia a avaliação terapêutica para além da redução glicêmica.

Já o SELECT identificou redução relativa de 20% desses eventos com semaglutida em participantes com excesso de peso e doença cardiovascular, sem diabetes. A possibilidade de efeito cardiovascular direto foi debatida como hipótese ainda não conclusiva.

Saiba mais: Diretriz SBD 2025: tratamento do diabetes tipo 2

Como o controle do peso sustenta o tratamento?

A manutenção da perda ponderal apareceu como questão central na apresentação, incluindo transições de medicamentos injetáveis para alternativas orais. O estudo ATTAIN-MAINTAIN avaliou essa estratégia após tratamento prévio com semaglutida SC.

Após 52 semanas, a orforgliprona preservou, em média, 79,3% da perda de peso anterior, ante 37,6% no grupo placebo. 

Saiba mais: SBC 2025: Nova diretriz brasileira para obesidade e doenças cardiovasculares

Custos e tolerabilidade permanecem desafios clínicos

Custos e tolerabilidade permanecem desafios clínicos para o tratamento prolongado da obesidade e do diabetes. O relato menciona náuseas e outros efeitos gastrointestinais, especialmente durante o início ou ajuste das doses.

A discussão também tratou da aceitação de injetáveis, das alternativas orais e do acompanhamento necessário durante o tratamento. No contexto brasileiro, o relato aponta o custo e a continuidade das terapias como obstáculos à manutenção dos benefícios.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Juliana Avelar

Juliana Avelar

Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.

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