Especialistas reunidos no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia discutiram a obesidade na cardiologia, com foco em avaliação cardiometabólica, tratamento da obesidade e acompanhamento prolongado. A sessão integrou o encontro realizado no Rio de Janeiro, entre 8 e 10 de outubro, em conjunto com o World Congress of Cardiology 2026.
Pedro Vellosa Schwartzmann atuou como moderador, com Viviane Zorzanelli Rocha Giraldez e Andre Feldman como palestrantes. O debate relacionou adiposidade, prevenção cardiovascular e barreiras enfrentadas pelos pacientes.

Como a avaliação cardiometabólica vai além do IMC?
O IMC foi apresentado como parâmetro inicial, mas insuficiente para decisões individuais. Os participantes destacaram circunferência abdominal, relação cintura-altura, composição corporal e testes funcionais para acompanhar a evolução clínica.
A redução da cintura e a melhora da capacidade de realizar atividades também foram apontadas como resultados relevantes. O relato ressaltou que o estigma pode dificultar tanto a procura por atendimento quanto a conversa sobre peso.
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Tratamento da obesidade inclui metas e medicamentos
Na discussão, perdas de pelo menos 5% do peso foram associadas à melhora de fatores de risco. Reduções de 10% ou mais foram relacionadas a benefícios cardiovasculares mais consistentes, sem atribuir todo efeito exclusivamente ao emagrecimento.
Os participantes consideraram necessárias as mudanças sustentáveis de alimentação e atividade física, mas destacaram limitações quando utilizadas isoladamente. Também discutiram tirzepatida, comparação de perda ponderal com semaglutida e preservação da funcionalidade durante o tratamento.
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Cuidado longitudinal permanece central na prática clínica
O cuidado longitudinal ganhou destaque pela possibilidade de recuperação do peso após a suspensão de medicamentos. Na palestra também foi ressaltada a redução do índice de apneia e hipopneia com tirzepatida em grupos com e sem CPAP.
Para o atendimento cardiológico brasileiro, a sessão destacou a abordagem respeitosa, o alinhamento de expectativas e a avaliação de limitações funcionais. O tratamento da obesidade foi apresentado como acompanhamento contínuo, com decisões orientadas pelo quadro individual.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Juliana Avelar
Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.
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