O estudo ACHIEVE-4, publicado no The Lancet em 30 de setembro de 2026, avaliou a segurança cardiovascular do orforglipron em adultos com diabetes tipo 2.
Conduzido em 317 centros de 16 países e territórios, incluindo o Brasil, comparou o orforglipron oral com a insulina glargina injetável em pacientes de maior risco cardiovascular. O ensaio examinou MACE-4 (Major Adverse Cardiovascular Events) – combinação de quatro eventos cardiovasculares maiores, geralmente morte cardiovascular, IAM, AVC e hospitalização por insuficiência cardíaca -, controle glicêmico e outros desfechos relevantes para a prática clínica.
Foram randomizados 2.749 participantes com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular estabelecida ou doença renal crônica. O estudo foi de fase 3, aberto, com comparador ativo e seguimento mediano de 104 semanas.
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Como mudou o controle glicêmico com orforglipron?
Na semana 52, o orforglipron reduziu mais a HbA1c e o peso corporal que a insulina glargina. A diferença estimada entre os grupos foi de menos 0,50 ponto percentual na HbA1c e menos 8,9% no peso. As reduções observadas com orforglipron permaneceram até 104 semanas de tratamento.
Hipoglicemia clinicamente significativa ou grave ocorreu em 6,8% com orforglipron e 19,2% com insulina glargina. Assim, esses episódios foram menos frequentes no grupo orforglipron durante o estudo.
Eventos gastrointestinais atingiram 62,1% dos participantes com orforglipron, ante 14,2% no grupo insulina glargina. Eles foram a causa mais frequente de interrupção do orforglipron, conforme relatado pelos autores.
Saiba mais: ADA 2025: ACHIEVE-1: Orforglipron em pacientes com diabetes tipo 2
A prática clínica permanece sem análise específica para o Brasil
O estudo incluiu centros brasileiros, mas não apresentou análise separada sobre impacto na prática clínica do país.
Os autores destacam a administração oral diária e a ausência de necessidade de refrigeração como características com potencial para ampliar acesso global. A segurança cardiovascular do orforglipron foi demonstrada na população estudada, mas efeitos específicos sobre condutas brasileiras não podem ser concluídos pelo ACHIEVE-4.
Atenção: O orforglipron ainda não possui registro na Anvisa e, portanto, não está autorizado para comercialização como medicamento no Brasil. O documento oficial da Conitec classifica o fármaco como “sem registro” na agência sanitária brasileira.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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