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Cardiologia9 outubro 2026

Doenças cardiovasculares podem causar a morte de 462 mil pessoas em 2030

Dados da SBC revelam a carga de internações, desigualdades regionais e desafios assistenciais nas doenças cardiovasculares
Por Redação Afya

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reúne, no Congresso Brasileiro de Cardiologia de 2026, debates sobre doenças cardiovasculares e cuidado clínico. O encontro ocorre de 8 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro. O relatório da sociedade documenta mortalidade cardiovascular e internações por insuficiência cardíaca para apoiar o planejamento assistencial.

O relatório Estatística Cardiovascular – Brasil 2026 estima 16,35 milhões de pessoas vivendo com essas condições em 2023, segundo o estudo Global Burden of Disease (GBD). Separadamente, o Hub da SBC contabiliza 417.550 mortes cardiovasculares em 2024, com base em registros do SIM processados pela sociedade – o que equivale a 27,3% das mortes nacionais.

Mortalidade cardiovascular apresenta queda de 54,8%

Entre 1990 e 2023, a mortalidade cardiovascular padronizada por idade caiu 54,8%, de 325,2 para 147 mortes por 100 mil habitantes. Apesar da queda da taxa padronizada por idade, a quantidade estimada de pessoas com doenças cardiovasculares cresceu 50% no período.

O relatório aponta desigualdades territoriais persistentes. Em 2023, Alagoas registrou taxa de mortalidade padronizada de 192,9 por 100 mil habitantes, enquanto Minas Gerais apresentou 126,5. A diferença documenta a persistência das desigualdades regionais. Segundo o Hub da SBC, o número anual de mortes poderá alcançar 462.573 em 2030, conforme projeção baseada nas tendências históricas.

Saiba mais: Afya CardioPapers participa do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Internações por insuficiência cardíaca pressionam o SUS

A insuficiência cardíaca respondeu por 230.559 internações no SUS em 2024, representando importante parcela das admissões cardiovasculares. Os pagamentos correspondentes alcançaram R$ 583,8 milhões, em valores ajustados, dimensionando a pressão sobre a assistência hospitalar.

Já as internações por doença cerebrovascular somaram 247.206 no mesmo ano, segundo as tabelas do relatório. Esses números descrevem a demanda hospitalar, sem equivalência metodológica com as estimativas de mortalidade do GBD.

Saiba mais: Diretriz de Insuficiência Cardíaca 2026: veja as novidades

Papel do cardiologista na prática clínica

Na prática clínica, o cardiologista pode contribuir para a redução do risco cardiovascular por meio da identificação de fatores de risco e do acompanhamento de condições como hipertensão, diabetes e dislipidemia. Os dados da SBC evidenciam lacunas no controle dessas condições e reforçam a importância do acompanhamento clínico para prevenir complicações e melhorar o cuidado aos pacientes.

“Nosso maior objetivo deve ser prevenir o desenvolvimento das doenças. Quando isso não é possível, precisamos atuar no controle dos fatores de risco para evitar suas consequências mais graves, como o infarto ou a insuficiência cardíaca”, relata Dra. Juliana Avelar, cardiologista e editora-médica da Afya.

Como as diretrizes de cardiologia 2026 abordam o cuidado?

A programação do congresso inclui a Diretriz de Insuficiência Cardíaca, com discussões sobre tratamento farmacológico, descongestão e planejamento da alta. A nova diretriz traz atualização da classificação por fração de ejeção e otimização terapêutica precoce.

Também há debates sobre valvopatias e escolha de intervenções para perfis clínicos específicos. 

Saiba mais: Diretriz Brasileira de Valvopatias 2026 amplia opções

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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