A Sociedade Brasileira de Cardiologia apresenta, no contexto do congresso de 2026, discussões sobre a Diretriz de Insuficiência Cardíaca 2026, contemplando a classificação da insuficiência cardíaca, o tratamento da ICFEr e a ICFEp e obesidade. Essa é uma atualização da Diretriz publicada em 2018.
O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia reúne sessões sobre insuficiência cardíaca aguda e crônica, incluindo tratamento farmacológico e descongestão.

Como muda a classificação da insuficiência cardíaca?
Uma das mudanças foi a retirada da categoria com fração de ejeção levemente reduzida. A ICFEr passa a abranger FEVE inferior a 50%, enquanto a ICFEp corresponde à FEVE de pelo menos 50%.
A fração de ejeção melhorada exige FEVE inicial inferior a 40%, aumento de pelo menos 10 pontos percentuais e valor posterior de 40% ou mais. Pacientes na faixa de 41% a 49% apresentam respostas terapêuticas semelhantes às observadas na ICFEr.
Tratamento da ICFEr prioriza otimização precoce
O tratamento da ICFEr mantém quatro pilares: bloqueio do sistema renina-angiotensina, betabloqueadores, antagonistas mineralocorticoides e iSGLT2. A apresentação enfatizou iniciar e otimizar essas terapias precocemente, inclusive durante a internação.
Após estabilização clínica de pacientes hospitalizados por piora da ICFEr, dapagliflozina ou empagliflozina recebe recomendação forte, com certeza moderada. Na descompensação, destacou-se a avaliação da resposta diurética, intensificação diante de congestão persistente e bloqueio sequencial do néfron em casos selecionados.
Saiba mais: ESC 2025: Dapagliflozina também funciona para insuficiência cardíaca aguda?
ICFEp e obesidade ampliam opções terapêuticas
Na ICFEp associada à obesidade, com IMC de pelo menos 30 kg/m², a palestra apontou recomendações específicas. A tirzepatida recebe recomendação forte, com certeza moderada, para peso, qualidade de vida e desfecho combinado de piora da IC ou morte cardiovascular.
A semaglutida recebe recomendação forte, com certeza moderada, para peso, qualidade de vida e capacidade funcional.
Para reduzir piora da IC ou morte cardiovascular, a recomendação relatada é fraca, com certeza baixa. A palestra também anunciou a adoção do sistema GRADE para expressar força das recomendações e certeza das evidências.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Juliana Avelar
Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.
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