Logotipo Afya
Anúncio
Cardiologia9 outubro 2026

Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria 2026: o que há de novo?

Fragilidade, metas pressóricas e estratégias coronarianas integram o debate do congresso e a individualização do cuidado cardiovascular.
Por Juliana Avelar

A Sociedade Brasileira de Cardiologia apresenta a Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria 2026, publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia. O documento fundamenta debates sobre fragilidade, metas pressóricas e coronariopatias no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em outubro.

A atualização sucede a edição de 2019 e valoriza decisões orientadas pela condição funcional, além da idade cronológica.

Saiba mais: Afya CardioPapers participa do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Fragilidade orienta a avaliação cardiogeriátrica

A diretriz incorpora a Avaliação Geriátrica Ampla ao cuidado cardiovascular, considerando cognição, autonomia, multimorbidade e polifarmácia. A fragilidade complementa a estratificação convencional e ganha relevância na avaliação de candidatos a procedimentos.

A diretriz prevê rastrear fragilidade em todos os idosos com doença cardiovascular a partir dos 70 anos, para orientar a avaliação de risco. O rastreio também alcança pacientes desde os 65 anos com condições especiais e candidatos a intervenções cardíacas.

Como individualizar metas pressóricas no idoso?

A Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria 2026 individualiza metas pressóricas diante de fragilidade moderada ou grave, hipotensão ortostática sintomática ou sobrevida estimada inferior a três anos. Nesses casos, orienta buscar o menor valor de pressão arterial bem tolerado.

O documento recomenda avaliar a pressão em ortostase antes de iniciar ou intensificar anti-hipertensivos. Ressalta ainda que pressão diastólica baixa, isoladamente, não impede otimização terapêutica, embora pacientes com doença coronariana manifesta exijam cautela.

Saiba mais: Diretriz Brasileira de Valvopatias 2026 amplia opções

Estratégias coronarianas variam conforme o risco

Para doença coronariana crônica estável, com isquemia moderada e sem sintomas limitantes, o documento favorece inicialmente tratamento clínico otimizado. Após intervenção coronariana percutânea eletiva em pacientes de 75 anos ou mais, recomenda stent farmacológico com dupla antiagregação por um mês.

A recomendação para esse esquema abreviado é forte e se apoia em evidência de alta certeza. 

Na prática clínica brasileira, a Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria 2026 orienta integrar fragilidade, risco hemorrágico, funcionalidade e preferências à decisão terapêutica.

Saiba mais: Diretriz de Insuficiência Cardíaca 2026: veja as novidades

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Juliana Avelar

Juliana Avelar

Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Saúde