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Saúde27 abril 2026

Síndrome de Dravet: Anvisa aprova novo tratamento para epilepsia rara no Brasil

Estiripentol é indicado para crianças a partir de 6 meses com epilepsia grave e resistente a tratamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do medicamento DIACOMIT® (estiripentol) para o tratamento da síndrome de Dravet, uma forma rara e grave de epilepsia infantil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e amplia as opções terapêuticas para pacientes com crises convulsivas de difícil controle. 

O fármaco é indicado como terapia complementar, em associação com clobazam e valproato, para pacientes a partir de 6 meses de idade e com peso igual ou superior a 7 kg. 

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Doença rara e de alta complexidade 

A síndrome de Dravet é uma encefalopatia epiléptica caracterizada por crises frequentes, prolongadas e de difícil controle, muitas vezes evoluindo para estado de mal epiléptico, situação em que as convulsões não cessam espontaneamente. 

Os primeiros sintomas surgem ainda no primeiro ano de vida, geralmente em crianças que apresentavam desenvolvimento típico até então. Com a progressão da doença, o quadro tende a se tornar mais complexo, com impacto significativo no desenvolvimento neurológico. 

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Tratamento complementar e desafios 

A epilepsia associada à síndrome de Dravet é conhecida por sua resistência aos tratamentos convencionais, o que torna essencial a combinação de diferentes terapias para controle das crises. 

O estiripentol atua como adjuvante, potencializando o efeito de outros anticonvulsivantes e contribuindo para a redução da frequência e da gravidade das crises. 

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Próximos passos para acesso 

Apesar da aprovação pela Anvisa, o medicamento ainda não está disponível no mercado brasileiro. O DIACOMIT® aguarda a definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa obrigatória antes da comercialização. 

Após essa definição, a disponibilidade nas farmácias dependerá da estratégia de distribuição da empresa fabricante. 

A aprovação representa um avanço no cuidado de pacientes com uma condição rara e desafiadora, reforçando a importância de ampliar o acesso a terapias especializadas. 

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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