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Saúde5 fevereiro 2026

Santa Catarina passa dos 30 mil casos de diarreia em 2026

Número de casos de diarreia costuma apresentar crescimento sazonal na região, com mais infecções durante o período do verão

No mês de janeiro, o estado de Santa Catarina viu os casos de doenças diarreicas agudas (DDA) aumentarem e, segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica para DDA, mais de 90% dos municípios do estado foram afetados em 2026 (dados contabilizados até o dia 28/01/2026).

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Embora, comparando com os números consolidados de 2025 do Sivep-DDA, Santa Catarina esteja apresentando um número de casos relativamente menor em 2026, e também não seja o estado com maior número de casos (São Paulo lidera com mais de 135 mil casos em 2026), chama atenção SC ser o segundo em número de casos sendo apenas o décimo em população. A região sul como um todo concentra 17% dos casos do país.

Fatores que influenciam na ocorrência de doenças diarreicas agudas

A explicação para o aumento no número de casos nesta época do ano pode estar relacionada a elevação das temperaturas e o aumento da circulação de pessoas no litoral o que favorece a disseminação dessas doenças, com o aumento da circulação de enterovírus, com predileção por ambientes aquáticos, e transmissão entre pessoas. Festas e aglomerações no calor, comuns nessa época, intensificam a propagação. Além de agentes, como bactérias e fungos presentes em alimentos mal manipulados ou armazenados inadequadamente.

A Secretária Estadual de Saúde de Santa Catarina afirma que “o aumento nos registros de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), observado durante o verão, está dentro do comportamento sazonal esperado para o período e não caracteriza a ocorrência de surto.”

No início do ano, a cidade de Bombinhas no estado virou notícia com uma alta de 370% nos casos de diarreia em comparação com 2025, a prefeitura da cidade justificou o aumento como uma correção realizada na coleta de dados entre os períodos comparados.

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Imagem de jcomp/freepik

Manejo de doenças diarreicas agudas

De acordo com o Ministério da Saúde, qualquer pessoa está sujeira a manifestar sinais e sintomas das doenças diarreicas agudas após uma contaminação, mas alguns comportamentos podem colocar as pessoas em risco e facilitar a infecção como:

  • Ingestão de água sem tratamento adequado;
  • Consumo de alimentos sem conhecimento da procedência, do preparo e do armazenamento;
  • Consumo de leite in natura (sem ferver ou pasteurizar) e de seus derivados;
  • Consumo de produtos cárneos e pescados entre eles mariscos crus ou malcozidos;
  • Consumo de frutas e hortaliças sem higienização adequada;
  • Viagem a locais em que as condições de saneamento e de higiene sejam precárias;
  • Higiene pessoal e coletiva ineficaz;

A prevenção também passa por ações institucionais de saneamento e de saúde.

Tratamento para diarreia

O manejo do paciente com diarreia, preconizado pelo Ministério da Saúde, se fundamenta na prevenção e na rápida correção da desidratação através do estabelecimento de três planos de ação a depender do estado de hidratação e da gravidade do caso, verificados após avaliação clínica. São eles:

Planos de tratamento para Doenças diarreicas agudas

Fonte: Ministério da Saúde (BR). Saúde de A a Z — Doenças diarreicas agudas (DDA).

 

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista formado pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) em 2009, com extensão em Produção Editorial (UNESP) e Planejamento Digital (M2BR Academy).

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