No mês de janeiro, o estado de Santa Catarina viu os casos de doenças diarreicas agudas (DDA) aumentarem e, segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica para DDA, mais de 90% dos municípios do estado foram afetados em 2026 (dados contabilizados até o dia 28/01/2026).
Leia também: Verão, o que você precisa saber para proteger seu paciente
Embora, comparando com os números consolidados de 2025 do Sivep-DDA, Santa Catarina esteja apresentando um número de casos relativamente menor em 2026, e também não seja o estado com maior número de casos (São Paulo lidera com mais de 135 mil casos em 2026), chama atenção SC ser o segundo em número de casos sendo apenas o décimo em população. A região sul como um todo concentra 17% dos casos do país.
Fatores que influenciam na ocorrência de doenças diarreicas agudas
A explicação para o aumento no número de casos nesta época do ano pode estar relacionada a elevação das temperaturas e o aumento da circulação de pessoas no litoral o que favorece a disseminação dessas doenças, com o aumento da circulação de enterovírus, com predileção por ambientes aquáticos, e transmissão entre pessoas. Festas e aglomerações no calor, comuns nessa época, intensificam a propagação. Além de agentes, como bactérias e fungos presentes em alimentos mal manipulados ou armazenados inadequadamente.
A Secretária Estadual de Saúde de Santa Catarina afirma que “o aumento nos registros de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), observado durante o verão, está dentro do comportamento sazonal esperado para o período e não caracteriza a ocorrência de surto.”
No início do ano, a cidade de Bombinhas no estado virou notícia com uma alta de 370% nos casos de diarreia em comparação com 2025, a prefeitura da cidade justificou o aumento como uma correção realizada na coleta de dados entre os períodos comparados.
Saiba mais: Brasil se prepara para novo pico de dengue em 2026

Manejo de doenças diarreicas agudas
De acordo com o Ministério da Saúde, qualquer pessoa está sujeira a manifestar sinais e sintomas das doenças diarreicas agudas após uma contaminação, mas alguns comportamentos podem colocar as pessoas em risco e facilitar a infecção como:
- Ingestão de água sem tratamento adequado;
- Consumo de alimentos sem conhecimento da procedência, do preparo e do armazenamento;
- Consumo de leite in natura (sem ferver ou pasteurizar) e de seus derivados;
- Consumo de produtos cárneos e pescados entre eles mariscos crus ou malcozidos;
- Consumo de frutas e hortaliças sem higienização adequada;
- Viagem a locais em que as condições de saneamento e de higiene sejam precárias;
- Higiene pessoal e coletiva ineficaz;
A prevenção também passa por ações institucionais de saneamento e de saúde.
Tratamento para diarreia
O manejo do paciente com diarreia, preconizado pelo Ministério da Saúde, se fundamenta na prevenção e na rápida correção da desidratação através do estabelecimento de três planos de ação a depender do estado de hidratação e da gravidade do caso, verificados após avaliação clínica. São eles:
Fonte: Ministério da Saúde (BR). Saúde de A a Z — Doenças diarreicas agudas (DDA).
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista formado pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) em 2009, com extensão em Produção Editorial (UNESP) e Planejamento Digital (M2BR Academy).
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.
