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Saúde23 outubro 2026

Resolução veta uso e venda de tiras de glicemia falsificadas

Tiras de glicemia falsificadas circulavam sem embalagem original e restritas a licitações governamentais; NAC falsificado tem apreensão determinada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou o uso, a venda e a distribuição de tiras de glicemia falsificadas anunciadas na Amazon. A medida consta na Resolução 4.143, publicada no Diário Oficial da União em 22 de outubro de 2026. As tiras reagentes, classificadas como dispositivo médico, tiveram a irregularidade enquadrada como falsificação pela legislação sanitária.

A própria Roche Diabetes Care Brasil, detentora do registro do Accu-Chek Active, responsável pelo produto, identificou a venda das unidades fora do padrão original, ofertadas em dois anúncios da plataforma de compras. Assim, a proibição recai sobre essas duas propagandas e alcança qualquer uso das tiras nelas vendidas.

Aparelho de glicemia, com tira de glicemia sobre a mesa

Quais sinais indicam falsificação no dispositivo médico?

Segundo a Anvisa, as tiras eram ofertadas sem a embalagem externa original. Além disso, os itens traziam ainda uma inscrição em inglês que limita sua venda a licitações governamentais. A soma desses elementos levou ao enquadramento das tiras de glicemia falsificadas no art. 7º da Lei nº 9.782/1999.

Saiba mais: OMS emite alerta sobre falsificações de remédios

Proibição atinge dois anúncios de tiras reagentes

A resolução abrange duas apresentações de tiras reagentes, vendidas em ofertas distintas. Uma reúne dois frascos com 50 unidades cada, do lote 29533831, e a outra contém 50 unidades, do lote 295. Com a decisão, as unidades desses lotes também não podem ser fabricadas, importadas nem divulgadas em propaganda.

Vale mencionar que o dispositivo original tem registro na Anvisa sob o número 81414020030. Ademais, a resolução identifica a Amazon Serviços de Varejo do Brasil como a empresa vinculada à medida.

Saiba mais: Atualização do guideline da SBD sobre hiperglicemia hospitalar

Anvisa determina apreensão de lote de NAC falsificado vendido online

Na mesma edição do Diário Oficial, outra resolução determinou a apreensão, a interdição cautelar e a proibição de um NAC falsificado. O item da marca Lauton, à base de N-acetil L-cisteína, é classificado como alimento e pertence ao lote 11-2025, com validade em novembro de 2026.

A venda irregular ocorria na plataforma eletrônica da Shopee, com fabricante desconhecido. Diferentemente do caso das tiras de glicemia falsificadas, a medida sobre o NAC falsificado inclui apreensão e interdição cautelar, além da proibição.

Nesse sentido, Isabela Viana Correa Antunes, médica da Afya, reforça que “é importante orientar o paciente sem assustá-lo e sem restringir desnecessariamente as opções de compra. Prescrever marcas e modelos, registrando o nome exato das tiras compatíveis com o glicosímetro utilizado pelo paciente também é de extrema importância. Nas compras online, orientar que o paciente verifique quem é o vendedor efetivo, e não apenas o nome da plataforma, bem como que ele confira a embalagem original lacrada, o lote, a validade, a identificação do fabricante e a regularização sanitária. Lembrando que embalagem violada, informações divergentes ou ausência da embalagem original são sinais de alerta, assim como valores muito abaixo do mercado.”

Saiba mais: Anvisa apreende versões falsificadas de suplementos alimentares

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

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