O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) correspondente a semana 7 (9 a 15 de fevereiro), registrou aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes até 14 anos. O aumento dos casos coincide com a volta às aulas onde as crianças passam mais tempo em lugares fechados e tem maior contato com outras pessoas, o que favorece a transmissão do vírus.
O relatório divulgado nesta quinta-feira (dia 20/02), ainda mostra um sinal de crescimento nas tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) e de curto prazo (últimas 3 semanas), com 7 das 27 unidades federativas apresentando nível alto de atividade de SRAG (últimas duas semanas): Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
Infecção viral
Casos relacionados com a covid-19 mantiveram um sinal de aumento em estados da região Norte e Centro-Oeste e no Sergipe, principalmente entre idosos. Contudo, Amazonas e Pará apresentaram desaceleração e tendência de queda, assim como o Maranhão.
A doença causada pelo SARS-CoV-2 continua sendo a principal causa de óbitos por SRAG entre idosos na última semana.
Alguns estados também apresentaram crescimento na quantidade de casos de SRAG entre a população mais jovem, contudo ainda Não foi possível identificar o vírus responsável. Já entre a população com até dois anos de idade, o principal responsável pelos casos tem sido o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
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Situação nacional de SRAG
Segundo o boletim atualizado, já foram registrados 1.026 óbitos relacionados a SRAG em 2025, sendo 509 (49,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 406 (39.6%) negativos, e 37 (3,6%) ainda aguardando resultado laboratorial.
Dentre os resultados positivos, a seguinte distribuição de vírus foi observada:
- 82,2% SARS-CoV-2 (covid-19)
- 6,1% Rinovírus
- 5,3% Influenza A
- 3,2% vírus sincicial respiratório (VSR)
- 2,2% Influenza B
As 4 últimas semanas epidemiológicas mostraram a prevalência entre os casos positivos de 5,7% para Influenza A, 1,6% Influenza B, 3,2% vírus sincicial respiratório (VSR), 6,1% Rinovírus, e 82,2% SARS-CoV2 (covid-19).
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