A Food and Drug Administration dos Estados Unidos concedeu aprovação acelerada ao Tudriqev (vusolimogene oderparepvec-wtpg), uma terapia viral oncolítica geneticamente modificada para adultos com melanoma cutâneo avançado irressecável que apresentou progressão durante tratamento baseado em bloqueadores de PD-1. O medicamento deve ser utilizado em combinação com nivolumabe.
A aprovação amplia as alternativas terapêuticas para pacientes cujo melanoma deixou de responder à imunoterapia anti-PD-1, cenário associado a opções de tratamento mais limitadas.
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Vírus modificado ataca células tumorais
O Tudriqev utiliza uma versão geneticamente modificada do vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1). A estratégia consiste em aplicar o vírus diretamente no tumor, onde ele pode se replicar e destruir células cancerígenas, além de estimular uma resposta do sistema imunológico contra o tumor.
A combinação com nivolumabe busca potencializar esse efeito. Enquanto o Tudriqev promove a destruição das células tumorais e ativa a resposta imune, o nivolumabe bloqueia a via de PD-1, mecanismo utilizado pelos tumores para escapar da ação das células de defesa.
O Tudriqev é administrado por injeção diretamente nos tumores a cada duas semanas, inicialmente com uma concentração menor. A partir da segunda aplicação, é utilizada concentração mais alta, em um esquema de oito doses consecutivas. O nivolumabe é administrado por via intravenosa a partir da terceira semana.
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Resposta observada em um quarto dos pacientes
A decisão da FDA foi baseada em um estudo aberto, multicêntrico e de braço único com 140 pacientes adultos com melanoma avançado irressecável nos estágios IIIB, IIIC ou IV, todos com progressão após pelo menos oito semanas de tratamento anterior com anti-PD-1.
Entre os 91 pacientes avaliados para resposta, 24% apresentaram resposta objetiva, enquanto a duração mediana da resposta foi de 14,1 meses.
Os eventos adversos mais frequentes incluíram fadiga, febre, infecções, calafrios, dor musculoesquelética, náusea, diarreia e reações no local da aplicação. A FDA também alerta para o risco de transmissão acidental de infecção por herpes, reativação ou desenvolvimento de infecção pelo vírus e complicações relacionadas à injeção.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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