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Saúde15 julho 2026

Brasil reduz em quase 90% número de crianças sem primeira dose da pentavalente

Dados da OMS e do Unicef colocam o país entre as nações que mais avançaram na recuperação da vacinação infantil
Por Redação Afya

O Brasil reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente entre 2023 e 2025. Os dados, divulgados no dia 14 de julho, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), representam uma queda de quase 90% no período. Com o resultado, o país deixou a lista das 20 nações com maior número de crianças consideradas zero-dose — aquelas que não receberam a primeira vacina com componente contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). No Brasil, esse indicador é representado pela pentavalente, que também protege contra hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

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Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no país caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024 e chegou a 50 mil em 2025.

Entre 2019 e 2025, o Brasil aumentou em 19 pontos percentuais a cobertura da primeira dose da vacina com componente DTP, o segundo maior crescimento entre os 195 países avaliados, atrás apenas da Líbia.

A recuperação é associada à ampliação das campanhas de vacinação, à busca ativa de crianças com esquemas incompletos, à vacinação em escolas e ao fortalecimento das salas de vacina e dos sistemas de informação.

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Apesar dos avanços, a recuperação mundial segue lenta. Em 2025, 13,5 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche. Outras 7,3 milhões começaram o esquema, mas não completaram as doses recomendadas.

Dos 195 países analisados, apenas 30 ampliaram suas coberturas vacinais desde 2019. Outros 65 permaneceram estagnados ou registraram retrocessos.

Na Região das Américas, o Brasil também se destaca pela redução das crianças zero-dose. As organizações reforçam que ampliar o acesso às vacinas e fortalecer os programas de imunização são medidas essenciais para prevenir surtos de doenças evitáveis e proteger a população infantil.

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Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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