A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a ampliação das indicações de dois medicamentos para o tratamento de doenças autoimunes em crianças e adolescentes. As novas autorizações beneficiam pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR), ampliando as opções terapêuticas para faixas etárias que costumam dispor de poucos tratamentos específicos.
As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União do dia 20 de julho de 2026, e incluem novas indicações para os medicamentos Benlysta® (belimumabe) e Ocrevus® (ocrelizumabe).
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Novo tratamento para lúpus infantil
A Anvisa autorizou o uso da apresentação em caneta autoinjetora do Benlysta para crianças e adolescentes a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo. A indicação é destinada a pacientes com alta atividade da doença que já recebem tratamento padrão, como corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios ou imunossupressores.
Embora a formulação intravenosa do medicamento já estivesse disponível para esse público, a versão subcutânea oferece maior praticidade, permitindo a aplicação sob a pele e reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes a centros de infusão.
O lúpus pediátrico é uma doença autoimune crônica que costuma apresentar maior atividade inflamatória e risco elevado de danos a órgãos quando comparado à forma observada em adultos.
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Ampliação também beneficia pacientes com esclerose múltipla
Outra aprovação contempla o medicamento Ocrevus, que passa a ser indicado para adolescentes com 12 anos ou mais e peso igual ou superior a 40 quilos diagnosticados com esclerose múltipla remitente-recorrente.
A doença é considerada rara na infância e adolescência, respondendo por cerca de 3% a 5% dos casos de esclerose múltipla. Apesar da baixa frequência, costuma apresentar maior atividade inflamatória, aumento do número de surtos e impactos importantes sobre o desenvolvimento cognitivo, escolar e social.
Segundo a Anvisa, a ampliação das indicações busca favorecer o acesso precoce a terapias modificadoras da doença, contribuindo para o controle da progressão e para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes acometidos por essas condições autoimunes.
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