A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a ampliação da indicação terapêutica do ustequinumabe para o tratamento de crianças e adolescentes a partir de 6 anos com colite ulcerativa ativa de moderada a grave. A decisão amplia as opções disponíveis para uma população que ainda enfrenta limitações no acesso a terapias avançadas para o controle da doença. A decisão foi publicada por meio da Resolução nº 2.349/2026 no Diário Oficial da União.
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Doença crônica pode ter evolução mais agressiva na infância
A colite ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o revestimento do intestino grosso, provocando sintomas como diarreia persistente, sangramento intestinal, dor abdominal e perda de peso. Em pacientes pediátricos, o quadro costuma apresentar comportamento mais agressivo do que em adultos.
Além de maior extensão do processo inflamatório, crianças e adolescentes frequentemente necessitam de internações, uso prolongado de corticosteroides e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos como a colectomia. A doença também pode comprometer o crescimento, o desenvolvimento físico e a qualidade de vida.
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Ampliação atende necessidade terapêutica
Até o momento, as alternativas aprovadas para o tratamento da colite ulcerativa moderada a grave em crianças eram relativamente restritas, concentrando-se principalmente em medicamentos da classe dos anti-TNF.
Com a nova indicação, o ustequinumabe passa a representar uma opção adicional para pacientes que necessitam de terapias biológicas mais direcionadas ao controle da inflamação intestinal. A ampliação acompanha uma tendência internacional de expansão do uso de medicamentos biológicos em doenças inflamatórias intestinais pediátricas.
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Mais alternativas para casos complexos
Especialistas destacam que o acesso a diferentes mecanismos de ação é importante para pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais ou que apresentam perda de resposta ao longo do tempo.
A aprovação da Anvisa amplia o arsenal terapêutico disponível para o manejo da colite ulcerativa em crianças e adolescentes, contribuindo para estratégias de tratamento mais individualizadas e para o controle mais eficaz da doença em fases precoces da vida.
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