A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica MSD assinaram um memorando de entendimento para viabilizar a produção, no Brasil, do Alimatravir (MK-8527), um novo medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. O acordo foi firmado durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro, e integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso a tecnologias inovadoras para prevenção da infecção. O Alimatravir é um antirretroviral oral ainda em desenvolvimento e passa por estudos clínicos de fase 3. Caso demonstre eficácia e segurança e obtenha aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a expectativa é que a transferência de tecnologia permita sua produção pela Fiocruz para abastecer o Sistema Único de Saúde e, futuramente, outros países da América Latina.
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Novo medicamento poderá ampliar opções de PrEP
Diferentemente da PrEP oral atualmente disponível no SUS, administrada diariamente ou sob demanda, o Alimatravir foi desenvolvido para uso oral mensal. O medicamento pertence à classe dos inibidores da translocação da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (NRTTI), que impedem a replicação do HIV ao bloquear a ação da transcriptase reversa, enzima essencial para a multiplicação do vírus.
Segundo a MSD, a principal inovação da nova tecnologia está na maior comodidade para os usuários, o que poderá favorecer a adesão às estratégias de prevenção.
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Produção nacional pode acelerar acesso
De acordo com o Ministério da Saúde, a participação da Fiocruz desde as etapas finais do desenvolvimento do antirretroviral oral permitirá acesso antecipado aos dados dos estudos clínicos, facilitando o processo de análise regulatória pela Anvisa.
O acordo também reforça a política de fortalecimento da capacidade nacional de produção de medicamentos estratégicos. Paralelamente, o governo avalia a incorporação ao SUS de outra tecnologia inovadora para prevenção do HIV: o cabotegravir injetável de longa duração, administrado a cada dois meses.
Se aprovado, o Alimatravir poderá ampliar o arsenal de prevenção combinada disponível no país, somando-se à PrEP oral, à profilaxia pós-exposição (PEP), aos testes rápidos e ao tratamento antirretroviral oferecidos pelo SUS, fortalecendo as estratégias brasileiras de enfrentamento ao HIV.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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