O Brasil deu mais um passo para ampliar a prevenção do HIV ao encaminhar para análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de longa duração. A proposta foi apresentada durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids (AIDS 2026), realizada no Rio de Janeiro, onde também foram discutidos os desafios para eliminar o HIV como problema de saúde pública nas Américas até 2030.
Aplicada a cada dois meses, a PrEP injetável representa uma alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades com o uso diário da medicação oral. A incorporação da tecnologia será analisada pela Conitec em agosto.
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Brasil amplia prevenção e consolida avanços
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 356 mil pessoas já iniciaram o uso da PrEP oral no SUS desde sua incorporação. Além da profilaxia, a rede pública oferece preservativos, PEP, autotestes, testes rápidos e tratamento antirretroviral, compondo a estratégia de prevenção combinada.
O país também apresentou resultados considerados expressivos na resposta ao HIV. Em dezembro de 2025, tornou-se o primeiro país continental certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. Em 2024, os óbitos por aids caíram 13% em relação ao ano anterior, enquanto a oferta de testes rápidos dobrou nos últimos três anos.
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Ferramentas existem, mas acesso ainda é desafio
Durante a conferência, o diretor da OPAS afirmou que as Américas dispõem hoje de ferramentas eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar o HIV, mas ressaltou que muitas delas ainda não chegam às populações que mais necessitam.
Dados da organização mostram que o acesso à PrEP na América Latina e no Caribe cresceu de 35 mil usuários, em 2020, para mais de 326 mil em 2025. No mesmo período, as mortes relacionadas à aids diminuíram 46%. Apesar dos avanços, aproximadamente 900 mil pessoas vivendo com HIV na região ainda não recebem tratamento, e cerca de um terço dos diagnósticos continua sendo realizado em estágio avançado da infecção.
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Nova aliança busca acelerar eliminação do HIV
Como parte da programação da AIDS 2026, a OPAS lançou a Aliança para a Eliminação do HIV nas Américas, iniciativa voltada ao fortalecimento da cooperação entre governos, comunidades, instituições de pesquisa e parceiros internacionais.
Para a organização, alcançar a meta de eliminação do HIV dependerá da ampliação do acesso às inovações, da integração dos serviços de HIV com tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis, além da manutenção dos investimentos nacionais e do enfrentamento das desigualdades que ainda limitam o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento em toda a região.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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