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Vacina de mRNA contra melanoma, rastreamento de HPV e IA no diagnóstico do câncer de próstata
O Afya News de hoje destaca os resultados de uma vacina personalizada de mRNA no melanoma, a ampliação do teste DNA-HPV pelo SUS e a recomendação preliminar do NICE sobre inteligência artificial aplicada à ressonância magnética da próstata.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Vacina de mRNA reduz risco de recidiva ou morte por melanoma em 42
- SUS detecta HPV de alto risco em 9,9 mil amostras e amplia o teste DNA-HPV
- NICE apoia uso de IA para auxiliar o diagnóstico de câncer de próstata na Inglaterra
O que importa hoje: vacina personalizada de mRNA reduz risco de recidiva ou morte por melanoma
O estudo de fase 3 INTerpath-001, divulgado pela Merck e pela Moderna no Congresso ESMO 2026, avaliou a vacina personalizada de mRNA intismeran autogene, também denominada V940 ou mRNA-4157, associada ao pembrolizumabe. A combinação reduziu em 42% o risco de recorrência ou morte em comparação com a imunoterapia isolada em pacientes com melanoma cutâneo submetidos à ressecção completa.
Foram incluídos 1.137 pacientes com melanoma nos estágios IIB a IV. Em dois anos, a sobrevida livre de recorrência foi de 82,2% no grupo que recebeu a combinação e de 70% no grupo controle. A taxa de eventos adversos graves foi semelhante à observada com o pembrolizumabe isolado.
Os achados reforçam o potencial das vacinas de neoantígenos como estratégia adjuvante no melanoma de alto risco. A terapia, no entanto, permanece experimental e ainda não dispõe de dados maduros de sobrevida global. Oncologistas devem acompanhar a análise regulatória e a publicação completa dos resultados.
O que muda na prática: SUS amplia teste DNA-HPV para rastreamento do câncer do colo do útero
O SUS identificou HPV de alto risco em 9.904 das 93 mil amostras de DNA-HPV processadas em 2026, pouco mais de 10% do total. Desde o início da implantação, em 2025, foram coletadas 153 mil amostras. O teste já chegou a pelo menos um município em 26 das 27 unidades da federação.
O DNA-HPV substitui gradualmente o Papanicolau como método primário de rastreamento do câncer do colo do útero. Um resultado negativo permite que a nova coleta seja realizada em cinco anos. A identificação de HPV-16 ou HPV-18 leva ao encaminhamento direto para colposcopia, enquanto outros tipos de alto risco seguem para avaliação citológica.
Na orientação às pacientes, é importante esclarecer que um resultado positivo para HPV não representa um diagnóstico de câncer, mas exige seguimento adequado. O estímulo à vacinação contra o HPV também deve ser mantido como parte das estratégias de prevenção.
Radar: NICE recomenda inteligência artificial para apoiar o diagnóstico de câncer de próstata
O National Institute for Health and Care Excellence, NICE, publicou uma diretriz preliminar que recomenda cinco ferramentas de inteligência artificial para apoiar a leitura de ressonâncias magnéticas da próstata no NHS, sistema público de saúde inglês. Os sistemas podem identificar e delimitar áreas suspeitas, classificar o risco e priorizar exames para revisão.
Como as evidências disponíveis ainda são limitadas, a utilização das ferramentas ficará vinculada a dois anos de geração de dados sobre acurácia, desfechos, fluxos de trabalho e custos. O radiologista continuará responsável pela revisão de cada imagem antes da decisão sobre a realização de biópsia.
A iniciativa sinaliza o avanço da inteligência artificial como ferramenta de apoio à radiologia, especialmente em serviços com menor experiência no método e em cenários de alta demanda. Os dados produzidos no sistema britânico poderão contribuir para orientar a adoção dessas tecnologias em outros sistemas de saúde.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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