O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) publicou uma diretriz preliminar sobre o uso de inteligência artificial no diagnóstico do câncer de próstata na Inglaterra. O documento recomenda cinco tecnologias para uso no National Health Service (NHS), o sistema público de saúde do país, como apoio à leitura da ressonância magnética da próstata enquanto novas evidências são geradas. Para o comitê do instituto, elas têm potencial para melhorar a acurácia diagnóstica e a consistência dos laudos.
A Inglaterra registrou mais de 58 mil novos diagnósticos de câncer de próstata em 2023. A demanda pelo exame de imagem da próstata também cresceu nos últimos anos e pressiona os serviços de radiologia. As novas tecnologias podem liberar tempo das equipes para o cuidado aos pacientes.

Ferramentas de IA marcam áreas suspeitas na ressonância magnética de próstata
Nem todo tumor de próstata exige tratamento, já que parte dos casos pode ser monitorada com segurança. Por isso, a ressonância ajuda a definir quem precisa de biópsia ou de outros exames confirmatórios.
Os sistemas recomendados são:
- AI-Rad Companion Prostate MR;
- DeepHealth Prostate;
- ProstatID;
- Prostate Intelligence (Pi);
- QP-Prostate.
Eles identificam e delimitam possíveis focos de câncer, classificam o risco e geram informações para apoiar a interpretação do exame.
Segundo o NICE, o benefício potencial é maior em serviços sem experiência específica no método. As ferramentas também podem apontar exames para revisão prioritária. O radiologista continua revisando cada imagem e o resultado da IA antes de decidir a conduta.
Saiba mais: Alterações na ressonância da próstata: IA como aliada ou inimiga?
Avaliação de dois anos mede acurácia diagnóstica no NHS
O comitê considerou que as evidências disponíveis ainda são limitadas, com resultados nem sempre consistentes entre os estudos. Por esse motivo, o uso da IA no diagnóstico do câncer de próstata pelo sistema público de saúde britânico ficará vinculado a dois anos de geração de dados. Esse levantamento deve medir acurácia diagnóstica, desfechos, fluxos de trabalho, custos e desempenho em diferentes grupos de pessoas.
A diretriz preliminar e o plano de geração de evidências clínicas estão abertos para consulta pública. O comitê independente vai considerar as contribuições recebidas antes de publicar a recomendação final sobre IA no diagnóstico do câncer de próstata.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Luciano Lucas
Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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