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Zika congênita, terapia antiplaquetária e qualidade de vida na artrite reumatoide
O Afya News de hoje destaca alterações auditivas e de linguagem em crianças com microcefalia por zika, a individualização da terapia antiplaquetária nas síndromes coronarianas e os fatores associados à pior qualidade de vida de pacientes com artrite reumatoide.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Alterações na resposta auditiva cortical e atraso de linguagem em crianças com microcefalia por zika
- Abordagem multidisciplinar na terapia antiplaquetária em síndromes coronarianas
- Incapacidade física e qualidade de vida na artrite reumatoide
O que importa hoje: microcefalia por zika afeta resposta auditiva e linguagem
Estudo transversal comparou dez crianças do Nordeste com microcefalia por zika congênita a dez controles pareados por idade e sexo, com média de 27 meses. As crianças com microcefalia apresentaram latências mais longas dos componentes N1 e P2, maior amplitude de N1 e falhas nas áreas receptiva e expressiva da escala Early Language Milestone. Os resultados reforçam a necessidade de avaliações auditivas e de linguagem seriadas, com encaminhamento precoce para estimulação, embora a pequena amostra e o desenho transversal não permitam inferir causalidade.
O que muda na prática: terapia antiplaquetária deve ser individualizada e multidisciplinar
Posicionamento científico da American Heart Association destaca que a escolha do fármaco, a dose e a duração da dupla antiagregação plaquetária devem considerar os riscos trombótico e hemorrágico. Estratégias mais curtas podem reduzir sangramentos em pacientes selecionados, mas requerem cautela diante de alto risco trombótico. O documento também recomenda atuação conjunta de cardiologistas, farmacêuticos e enfermeiros, com reconciliação medicamentosa, avaliação do acesso ao tratamento, transições de cuidado estruturadas e planejamento dos antiplaquetários no período perioperatório.
Radar: incapacidade física compromete qualidade de vida na artrite reumatoide
Análise de 1.079 pacientes atendidos em 11 centros públicos de reumatologia do Brasil identificou a incapacidade física, avaliada pelo HAQ-DI, como o principal determinante de pior qualidade de vida nos componentes físico e mental do SF-12. Os achados indicam que o seguimento deve ir além do controle da atividade inflamatória, priorizando preservação funcional, reabilitação precoce, manejo da dor e atividade física. O rastreamento de fibromialgia e o apoio à cessação do tabagismo também podem contribuir, mas o desenho transversal não permite estabelecer causalidade.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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