A vacina de mRNA contra melanoma, denominada intismeran autogene (V940/mRNA-4157), reduziu em 42% o risco relativo de recorrência ou morte quando associada ao pembrolizumabe, em comparação com a imunoterapia isolada. Os resultados foram divulgados pelas fabricantes Merck e Moderna na última quinta-feira (22/10), a partir do ensaio clínico de fase 3 INTerpath-001.
O estudo avaliou 1.137 pacientes com melanoma cutâneo nos estágios IIB a IV, submetidos à ressecção cirúrgica completa. A pesquisa foi randomizada, duplo-cega e controlada por placebo, com distribuição dos participantes em proporção de 2 para 1.
Vacina de mRNA melhora sobrevida livre de recorrência
Após acompanhamento mediano de 24,6 meses, a combinação apresentou redução de 42% no risco de recorrência ou morte (HR 0,58; IC 95% 0,45–0,75; p<0,001).
A sobrevida livre de recorrência em dois anos foi de 82,2% com a combinação, contra 70% com pembrolizumabe isolado. Para metástases à distância ou morte, a redução relativa do risco foi de 38% (HR 0,62; IC 95% 0,45–0,85).
A terapia utiliza informações genéticas do tumor para desenvolver uma vacina individualizada, capaz de codificar até 34 neoantígenos.
Tratamento adjuvante foi avaliado após cirurgia
Os participantes receberam até nove doses de intismeran, administradas a cada três semanas, associadas ao pembrolizumabe a cada seis semanas. O grupo controle recebeu placebo e pembrolizumabe.
O desfecho primário foi a sobrevida livre de recorrência. A sobrevida global permanece em avaliação, sem dados maduros para demonstrar redução da mortalidade.
Eventos adversos foram semelhantes entre os grupos
Eventos adversos relacionados ao tratamento ocorreram em 95,8% dos participantes do grupo combinado e em 90% do controle.
Eventos de graus 3 a 5 foram registrados em 14,2% e 13,4%, respectivamente. No grupo da combinação, os eventos mais frequentes foram febre (52,2%), dor no local da injeção (51%) e fadiga (38,5%).
Pesquisa continua para avaliar sobrevida global
Os resultados serão apresentados no Congresso ESMO 2026, em 24 de outubro. Segundo as fabricantes, o artigo já foi aceito pelo New England Journal of Medicine.
A vacina permanece experimental. O acompanhamento continuará para avaliar sobrevida global e outros desfechos, enquanto as empresas discutem os resultados com autoridades regulatórias.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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