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Hidrocefalia de pressão normal, manejo da menopausa e função vascular em usuários de cigarro eletrônico
Nesta edição do Afya News, você confere o novo consenso brasileiro sobre hidrocefalia de pressão normal idiopática, as recomendações do ACOG para sintomas associados à menopausa e um estudo que identificou pior função vascular entre jovens usuários de cigarro eletrônico.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Consenso brasileiro sobre hidrocefalia de pressão normal idiopática
- Recomendações do ACOG para sintomas vasomotores, de sono e de humor na menopausa
- Cigarro eletrônico e saúde vascular em jovens
O que importa hoje: consenso brasileiro sobre hidrocefalia de pressão normal idiopática
A Academia Brasileira de Neurologia publicou um consenso nacional para o diagnóstico e o tratamento da hidrocefalia de pressão normal idiopática, síndrome que acomete principalmente pessoas acima de 60 anos. O quadro envolve distúrbio da marcha, declínio cognitivo e incontinência urinária. O documento recomenda laudo radiológico estruturado com a iNPH Radscale, além de tap test com retirada de cerca de 40 mL de liquor e avaliação da marcha antes e depois do procedimento.
Na ausência de resposta inicial ao tap test, o consenso orienta uma nova avaliação em 24 a 48 horas. Para a prática médica, o documento reforça que a hidrocefalia de pressão normal idiopática deve ser considerada uma causa potencialmente tratável de declínio em idosos. O diagnóstico, entretanto, depende de avaliação integrada e não deve ser estabelecido com base em um achado isolado de imagem.
Um tap test positivo sustenta a indicação de derivação liquórica, cujo principal benefício é observado na marcha. Um resultado negativo, por sua vez, não exclui a possibilidade de benefício. A decisão cirúrgica deve ser individualizada e compartilhada com o paciente e a família.
O que muda na prática: novas recomendações para sintomas associados à menopausa
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, ACOG, publicou uma nova diretriz para o manejo de sintomas vasomotores, distúrbios do sono e alterações de humor relacionados à menopausa espontânea ou induzida a partir dos 40 anos. A terapia hormonal sistêmica permanece com recomendação forte para fogachos e distúrbios do sono associados, com uso de progestógeno para pacientes que têm útero.
Para quem não pode ou não deseja utilizar hormônios, o documento recomenda antagonistas do receptor de neurocinina, como fezolinetante e elinzanetante, além de inibidores seletivos da recaptação de serotonina, ISRS, e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, IRSN.
A diretriz também incorpora, com recomendação condicional, intervenções não farmacológicas, incluindo terapia cognitivo-comportamental, mindfulness, exercício físico, hipnose clínica e acupuntura. O ACOG destaca que a terapia hormonal não substitui o tratamento da depressão, pois não há evidência suficiente para indicá-la nesse cenário. Na consulta, vale investigar ativamente sintomas relacionados ao sono e ao humor.
Radar: cigarro eletrônico se associa a pior função vascular em jovens
Um estudo transversal publicado no JAMA Cardiology avaliou 58 adultos entre 18 e 45 anos. Usuários exclusivos de cigarro eletrônico com nicotina, sem histórico de tabagismo, apresentaram dilatação mediada por fluxo de 5,5%, em comparação com 8,3% entre pessoas não expostas e 4,4% entre fumantes. A reatividade carotídea também foi menor entre os usuários de vape.
O VO2 pico foi de 27,9 mL/min/kg no grupo que utilizava cigarro eletrônico, ante 33,8 mL/min/kg entre os participantes não expostos. Os achados indicam sinais precoces de disfunção vascular em uma população sem fatores de risco cardiovascular estabelecidos.
Como o estudo tem desenho transversal e amostra pequena e universitária, seus resultados não permitem estabelecer causalidade. Ainda assim, reforçam que pessoas não fumantes não devem utilizar cigarros eletrônicos e que usuários de vape devem receber abordagem para cessação, assim como fumantes de cigarros convencionais.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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