O Ministério da Saúde começou nesta semana a ofertar nove medicamentos oncológicos no SUS. Os fármacos cobrem 13 indicações e devem alcançar mais de 116 mil pessoas. Os novos tratamentos oncológicos chegam primeiro a 20 centros de tratamento de câncer.

Quais são as indicações dos novos tratamentos oncológicos?
- Abemaciclibe: Câncer de mama precoce RH+, HER2 negativo e com linfonodo positivo;
- Trastuzumabe: Tumores de estômago ou da junção esofagogástrica;
- Gefitinibe: Primeira linha do câncer de pulmão não pequenas células;
- Pazopanibe: Carcinoma renal de células claras metastático;
- Sunitinibe: Carcinoma renal de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha do imatinibe;
- Abiraterona: Câncer de próstata metastático sensível à hormonioterapia e câncer de próstata resistente, metastático ou não;
- Rituximabe: Leucemia linfocítica crônica em primeira linha, linfoma folicular e linfoma difuso;
- Acetato de lanreotida: Tumores neuroendócrinos;
- Alfatirotropina (TSH recombinante): Câncer diferenciado de tireoide candidato a iodo radioativo.
Segundo o ministério, cada fármaco age conforme tumor, estágio e perfil do paciente, com ganhos de sobrevida e qualidade de vida. Há ainda uso pós-operatório, sem tumor visível, para evitar recidiva.
Oferta começa em 20 centros de tratamento de câncer
A primeira etapa reúne 20 unidades em 16 estados e no Distrito Federal, com presença em todas as regiões. A pasta prevê levar os medicamentos oncológicos no SUS às outras unidades ainda neste ano.
SUS amplia rastreamento do câncer colorretal com teste imunoquímico fecal
O ministério também distribuirá 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) a todos os estados para o rastreamento do câncer colorretal. O exame se destina a pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos.
Os nove fármacos integram a meta de chegar a 23 novos medicamentos oncológicos no SUS até o fim do ano. Com isso, os novos tratamentos oncológicos devem ampliar em 35% as alternativas da rede pública.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Luciano Lucas
Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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