O Ministério da Saúde estima alta da dengue de 20% a 40% até o início de 2027, conforme a região, devido ao El Niño. O pior cenário é o da dengue no Sudeste, com alta de até 40% no verão, segundo dados. A estimativa se soma à Nota Informativa nº 10/2026, que orienta o manejo de arboviroses e traz projeções para a dengue em 2027.
Na nota de julho, a Organização Meteorológica Mundial e o Inmet confirmam El Niño moderado a forte no segundo semestre de 2026. Em 2015/2016 e 2023/2024, episódios semelhantes coincidiram com grandes epidemias de arboviroses.

Dengue no Sudeste pode dobrar com o El Niño
O modelo do InfoDengue prevê cerca de 1,7 milhão de casos suspeitos de dengue em 2027, entre 1,04 milhão e 5,6 milhões. Com descarte médio de 40%, seriam cerca de 1 milhão de casos prováveis, volume semelhante ao de 2025.
A nota compara o segundo semestre com e sem El Niño mais intenso. O Sudeste pode dobrar os casos, o maior impacto do país, enquanto Sul e Norte podem ter altas de cerca de 20% e 10%.
Nota orienta a rede de saúde sobre o manejo de arboviroses
A nota recomenda coletar amostra do caso suspeito de preferência no primeiro contato com a rede. Óbitos suspeitos ou confirmados exigem notificação em até 24 horas.
A nota também prevê hemograma para estadiamento e orientação sobre sinais de alarme. Menores de 2 anos, gestantes, maiores de 65 anos e pacientes com comorbidades devem receber atenção diferenciada.
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Por que a vacina contra a dengue do Butantan foi suspensa?
A pasta suspendeu temporariamente, desde 8 de junho, o imunizante do Instituto Butantan. A decisão seguiu 42 casos com sinais de alerta, eventos raros que somam 0,008% das 500 mil doses. Três foram graves, incluindo duas mortes sem relação causal confirmada.
As projeções para a dengue em 2027 dependem de cenários climáticos e serão atualizadas periodicamente, podendo gerar novos alertas. As orientações de manejo de arboviroses também podem ser atualizadas.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Luciano Lucas
Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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