A Prati-Donaduzzi anunciou em 3 de novembro de 2026, em comunicado da PróGenéricos, o lançamento da empagliflozina genérica no Brasil, com venda sob prescrição. A versão genérica do medicamento amplia as opções de controle glicêmico para pessoas com diabetes tipo 2.
A Anvisa publicou o registro do medicamento em 3 de agosto de 2026, como genérico da classe dos antidiabéticos. O medicamento de referência é o Jardiance, e o cadastro indica tarja vermelha.

O que o medicamento oferece além do controle glicêmico?
Além do controle glicêmico, a bula profissional da empagliflozina genérica indica o uso em adultos com DM2 e doença cardiovascular estabelecida. Nesse grupo, o objetivo é diminuir o risco de morte cardiovascular e de internação por insuficiência cardíaca.
No mesmo sentido, no EMPA-REG OUTCOME, publicado em 2015, 7.020 pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida receberam empagliflozina ou placebo, além do tratamento habitual. A mortalidade cardiovascular foi de 3,7% versus 5,9% (HR 0,62; IC95% 0,49–0,77), em acompanhamento mediano de 3,1 anos. Já para a insuficiência cardíaca classe II a IV da NYHA, a indicação independe da fração de ejeção e da presença de diabetes. A bula também prevê o tratamento da doença renal crônica em adultos.
Saiba mais: Os inibidores de SGLT-2 são benéficos e seguros na doença renal crônica avançada?
Rede própria vai abastecer farmácias com o genérico da empagliflozina
O lançamento inclui comprimidos de 10 mg e de 25 mg, com 30 unidades por caixa. Para levar o medicamento às farmácias, a empresa contará com 30 centros próprios de distribuição no país. O genérico se soma a metformina, glimepirida e glibenclamida no portfólio da empresa.
Saiba mais: Ministério da Saúde atualiza protocolo para DM2 no SUS
Diabetes no Brasil alcança cerca de 20 milhões de pessoas
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estimou em 2025 que o país tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes. Nesse contexto, o novo genérico amplia as opções de cuidado.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 31,9% dos adultos brasileiros com a doença desconhecem o diagnóstico. Esse percentual torna mais relevantes a detecção precoce e o seguimento médico.
No mundo, o Atlas do Diabetes da IDF estima 588,7 milhões de adultos com diabetes em 2024. O número soma todos os tipos da doença, e o DM2 responde por mais de 90% dos casos; forma da doença à qual o lançamento se destina.
Apesar disso, o manejo do diabetes não se limita à empagliflozina genérica e inclui dieta, exercícios e consultas periódicas. Tais medidas favorecem o controle glicêmico e diminuem a chance de complicações.
Assim, José Kffuri, cardiologista da Afya, ressalta que “tratar o diabetes é parte da atenção cardiovascular e renal. O medicamento faz parte desse cuidado, junto com atividade física regular, alimentação adequada, controle da pressão e do colesterol e cessação do tabagismo. Quando há acompanhamento conjunto, endocrinologista e cardiologista precisam alinhar as condutas, com metas claras e um tratamento que o paciente consiga manter, tanto em termos financeiros/logísticos como de efeitos adversos”.
Saiba mais: SBD atualiza diretriz de diagnóstico do diabetes tipo 2
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Pós-graduada pela PUC Minas.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.