O ensaio clínico CONNECT, publicado em 14 de outubro no New England Journal of Medicine, mostrou que a monitorização contínua da glicose melhorou o controle glicêmico de adultos com diabetes tipo 2 sem uso de insulina. A pesquisa randomizada ocorreu em 22 serviços de atenção primária dos Estados Unidos, com acompanhamento de 26 semanas.
O estudo incluiu 283 participantes, distribuídos entre monitorização contínua (145) e cuidados habituais com glicosímetro (138). Os participantes tinham diagnóstico de diabetes tipo 2 há pelo menos seis meses, apresentavam hemoglobina glicada (HbA1c) igual ou superior a 7,5% na triagem e estavam há pelo menos 12 meses sem utilizar insulina.

Hemoglobina glicada cai mais com o uso de sensores
A hemoglobina glicada média caiu de 8,8% para 7,2% no grupo com sensores e de 8,7% para 8,0% no controle. A diferença média ajustada foi de 0,9 ponto percentual a favor da monitorização contínua (IC de 95%: 0,6 a 1,1; p<0,001).
Em análise exploratória, 46% dos usuários de sensores alcançaram HbA1c inferior a 7%, ante 24% no grupo de cuidados habituais.
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Tempo na faixa-alvo aumenta durante o acompanhamento
O tempo médio com glicose entre 70 e 180 mg/dL chegou a 62% no grupo com monitorização contínua, contra 42% no controle. A diferença ajustada foi de 21 pontos percentuais, equivalente a aproximadamente cinco horas adicionais por dia na faixa-alvo.
A hiperglicemia também diminuiu. Não houve episódios de hipoglicemia grave em nenhum grupo, e eventos adversos graves ocorreram em seis participantes de cada grupo.
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Se o paciente não usa insulina, quais são os limites?
Durante o acompanhamento, novos medicamentos para reduzir a glicose foram prescritos com maior frequência no grupo com sensores (31% versus 17%). Portanto, o benefício observado não deve ser atribuído exclusivamente ao dispositivo.
Entre as limitações, os autores destacaram a ausência de medidas objetivas de mudanças alimentares, atividade física e adesão aos medicamentos. O seguimento foi de apenas 26 semanas, e a elevada frequência de consultas e o fornecimento dos sensores podem limitar a aplicação dos resultados à prática habitual. Uma extensão do estudo está em andamento para avaliar a manutenção dos efeitos.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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