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Clínica Médica20 outubro 2026

OMS mostra lacunas no cuidado de doenças não transmissíveis

Relatório sobre doenças não transmissíveis analisa diferenças na prevenção e no cuidado conforme renda, escolaridade, sexo e território.
Por Bruna Lupp

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, em 20 de outubro de 2026, um relatório sobre desigualdades nas doenças não transmissíveis. O levantamento examina o tratamento da hipertensão e fatores de risco para identificar diferenças entre populações dentro dos países.

O documento abrange câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Foram examinados 35 indicadores de nove fontes internacionais, com recortes por renda, escolaridade, sexo, idade e território. 

Essa divisão permite identificar grupos com menor cobertura assistencial.

Em 22 países, tratamento da hipertensão varia por território 

Em 22 países, a mediana de cobertura do tratamento da hipertensão foi de 23,9% em áreas rurais e 33,1% nas urbanas. Os percentuais consideram adultos de 30 a 69 anos com hipertensão, não a população geral. Os levantamentos ocorreram entre 2013 e 2021, antes do relatório de 2026.

Em 23 países, a mediana de cobertura do diagnóstico entre adultos com hipertensão foi de 33,7% nas áreas rurais e 47,8% nas urbanas. Mulheres com menor renda ou escolaridade também apresentaram menor cobertura no rastreamento do câncer do colo do útero.

Esses resultados mostram uma diferença no conjunto analisado, mas não representam uma estimativa para o Brasil nem significam que todos os países apresentaram o mesmo padrão. 

Saiba mais: Diretriz SBC 2025 de HAS: diagnóstico, metas e manejo

Fatores de risco variam entre grupos populacionais

O consumo de tabaco e álcool foi mais frequente entre os homens. Já a obesidade e a atividade física insuficiente apresentaram maior prevalência entre mulheres, com diferenças conforme a renda dos países.

Nos países europeus de renda predominantemente alta, grupos de menor renda apresentaram mais obesidade. 

Em países de renda baixa e média, o padrão encontrado para obesidade foi inverso, com maior prevalência entre grupos economicamente favorecidos.

Saiba mais: Insegurança alimentar e a desigualdade de gênero na obesidade

O que o relatório sugere para os serviços de saúde no Brasil? 

Para a prática clínica brasileira, o relatório oferece uma abordagem de monitoramento, não uma estimativa específica sobre o país. A OMS recomenda analisar dados separados por grupos populacionais para localizar falhas na prevenção, no diagnóstico e no seguimento.

A publicação também propõe fortalecer a continuidade assistencial, os encaminhamentos e a disponibilidade de exames e medicamentos essenciais. 

Na prática clínica brasileira, essas recomendações gerais para reduzir desigualdades nas doenças não transmissíveis dependem de avaliação no contexto local.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Bruna Lupp

Bruna Lupp

Editora de Conteúdo Sr. Formada em Letras pela UFRJ e pós-graduada em Gestão de Projetos. Atuante na produção de conteúdo médico há 10 anos.

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