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Carreira4 fevereiro 2026

Vale a pena fazer externato de medicina fora do país?

Entenda o que uma experiência internacional pode contribuir para a formação médica e como planejá-la

Durante os últimos anos da faculdade de Medicina, quando as atividades obrigatórias internato já ocupam boa parte da rotina, muitos estudantes aproveitam para viver experiências fora das fronteiras do país. O externato internacional, como é chamado, é realizado pelo estudante com atividades clínicas ou observacionais em hospitais e universidades estrangeiras. Ele é uma forma de conhecer outras realidades de saúde e complementar o currículo com vivências que provavelmente não seriam encontradas no dia a dia da nossa formação.

Quando bem planejada, essa etapa diferenciada de estudo pode ainda ser parte de um plano maior de formação que se estende para depois do término da faculdade, como a possibilidade de fazer residência médica u trabalhar no exterior, por exemplo.

E, mesmo para os estudantes que pretendem seguir carreira médica aqui no Brasil, o externato tem muito valor porque mostra o que é ser médico em outros contextos, com outras ferramentas, demandas, ritmos de trabalho e pacientes. É uma daquelas experiências que transformam a forma como vemos a medicina.

Leia mais: Série Carreira Médica no Exterior: por onde começar?

Vale a pena fazer externato?

Com certeza! Uma experiência como a proporcionada pelo externato costuma ser vista como um diferencial no currículo pelos programas de residência médica.

Quem faz um externato volta com uma formação mais completa, com o contato com métodos de ensino diferente, outras tecnologias e práticas clínicas. O estágio também é uma atividade que demonstra um perfil de iniciativa e curiosidade, já que para realizá-lo, o estudante precisa correr atrás de muitas informações e papeladas durante toda a fase de preparação, e tudo isso é um trabalho individual.

Também é uma experiência de amadurecimento para o estudante que está começando vivenciar algumas etapas importantes da vida adulta. Ele ajuda a desenvolver a autonomia de muitos jovens que, pela primeira vez, vão morar sozinhos, longe de familiares.

Mas para que tudo isso aconteça de forma tranquila em um momento em que os estudos na faculdade estão na fase mais intensa dos últimos períodos da formação, o ideal é que, quem tem planos de estudar no exterior, comece o planejamento bem cedo, de preferência ainda nos primeiros anos da graduação.

 

Como planejar o externato fora do país

  1. Defina o país e as universidades de destino conforme seus objetivos de carreira

Antes de tudo, reflita sobre o que você busca com a experiência. Quer fazer residência no exterior? Deseja conhecer um hospital referência em determinada especialidade? Ou apenas vivenciar uma nova cultura e o seu sistema de saúde? Escolha o destino com base nesses interesses e pesquise também sobre os hospitais e universidades que recebem estudantes estrangeiros. Algumas locais têm convênios com faculdades brasileiras ou com associações que organizam intercâmbios.

 

  1. Escolha o tipo de programa

Há programas permitem o envolvimento na prática clínica, com participação nas atividades hospitalares e discussões de casos. Outros estágios são observacionais, e o aprendizado é feito apenas com acompanhamento da rotina hospitalar. Já os programas voltados à pesquisa são indicados para estudantes que desejam se aprofundar na produção científica.

 

  1. Organize da documentação desde os primeiros períodos da faculdade

O processo de inscrição costuma ser longo e com muitos detalhes que não podem ser esquecidos. Entre os documentos exigidos normalmente estão o histórico escolar em inglês e com médias elevadas, cartas motivação e de recomendação de professores com quem o estudante já trabalhou, testes de proficiência no idioma do país de destino, visto de estudante, entre outros.

 

  1. Planeje a viagem, estadia e custos para se manter fora do país

É importante pensar nos gastos com hospedagem, alimentação, transporte e seguro saúde internacional. Reserve a passagem do voo com antecedência para conseguir melhores conexões e valores, pesquise opções de moradias compartilhadas com outros colegas que também estarão fazendo o intercâmbio, defina se a alimentação será feita em casa ou em restaurantes para ter um planejamento com gastos de mercado. E reserve parte do valor para aproveitar a viagem.

 

  1. Aproveite para fazer networking e conhecer mais sobre a cultura local

Aproveite para conhecer as atrações turísticas, comidas típicas e cultura do local. Viaje para locais próximos nos tempos livres, passeie em museus e parques, frequente apresentações e eventos fora da medicina. Faça novos colegas de diferentes países e, após o término, lembre-se de manter contato com eles e com professores.

Autoria

Foto de Juliana Karpinski

Juliana Karpinski

Editora médica assistente de Carreira da Afya. Médica e Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). MBA em Gestão Estratégica pela UFPR.

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